{"id":6038,"date":"2015-02-27T10:56:05","date_gmt":"2015-02-27T13:56:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=6038"},"modified":"2016-10-18T17:11:48","modified_gmt":"2016-10-18T20:11:48","slug":"desemprego-fica-em-53-em-janeiro-mostra-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/noticias\/desemprego-fica-em-53-em-janeiro-mostra-ibge\/","title":{"rendered":"Desemprego fica em 5,3% em janeiro, mostra IBGE"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>Em dezembro do ano passado, a taxa havia ficado em 4,3%. \u00cdndice \u00e9 o maior desde setembro de 2013, quando bateu 5,4%.<\/em><\/p>\n<p><strong>Por Anay Cury e Cristiane Cardoso<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A taxa de desemprego iniciou 2015 em alta, alcan\u00e7ando o maior \u00edndice desde setembro de 2013, quando bateu 5,4%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O indicador ficou em 5,3% em janeiro, depois de atingir 4,3% no m\u00eas anterior e 4,8% no primeiro m\u00eas de 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNa passagem para janeiro, dois fatores podem estar atuando [no aumento do desemprego]: processo de in\u00edcio de dispensa de tempor\u00e1rios que foram contratados anteriormente ou o processo de aumento da procura por pessoas que haviam interrompido a procura no fim do ano. Cada ano pode ter uma configura\u00e7\u00e3o\u201d, disse Adriana Ara\u00fajo Beringuy, t\u00e9cnica da Coordena\u00e7\u00e3o de Trabalho e Rendimento do IBGE.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A especialista explicou que em dezembro a pesquisa registra taxas mais baixas por causa da pouca procura por trabalho nas duas \u00faltimas semanas do ano. \u201cQuando voc\u00ea vira o ano, voc\u00ea inicia um processo de press\u00e3o no mercado de trabalho.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cHouve retra\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o economicamente ativa de menos 34 mil pessoas, que n\u00e3o est\u00e3o nem trabalhando, nem procurando. De fato, o que se sobressaiu foi o aumento da desocupa\u00e7\u00e3o [237 mil pessoas]\u201d. Segundo Adriana Beringuy, na compara\u00e7\u00e3o mensal, a redu\u00e7\u00e3o de 34 mil pessoas na popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o economicamente ativa \u201c\u00e9 o primeiro janeiro desde 2003 que houve pequena redu\u00e7\u00e3o desse grupo. Contribuindo para o aumento da procura, n\u00e3o apenas das pessoas que foram desligadas, mas tamb\u00e9m pode estar contribuindo o aumento das pessoas que antes n\u00e3o estavam procurando\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A popula\u00e7\u00e3o desocupada cresceu 22,5%, para 1,3 milh\u00e3o de pessoas. A alta foi a maior da s\u00e9rie para todos os meses de janeiro, desde 2003, segundo Adriana. Em rela\u00e7\u00e3o a janeiro do ano passado, o aumento foi menor, de 10,7%. J\u00e1 a popula\u00e7\u00e3o ocupada somou 23 milh\u00f5es, registrando uma queda de 0,9% diante de dezembro, mas ficou est\u00e1vel na compara\u00e7\u00e3o com o primeiro m\u00eas de 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O n\u00edvel da ocupa\u00e7\u00e3o (propor\u00e7\u00e3o de pessoas ocupadas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas em idade ativa) ficou em 52,8%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No setor privado, o n\u00famero de trabalhadores com carteira assinada caiu 2,1% em rela\u00e7\u00e3o a dezembro, para 11,6 milh\u00f5es e 1,9% diante de janeiro de 2014. Esse recuo de 1,9% no emprego com carteira assinada foi o primeira para o m\u00eas de janeiro desde o in\u00edcio da s\u00e9rie, segundo o IBGE.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA gente percebe que ao longo do tempo esse v\u00ednculo [do emprego com carteira assinada] vem aumentando. Na compara\u00e7\u00e3o com 2014, houve queda. Ainda que a carteira viesse aumentando em 2014, aumentava em ritmo inferior \u00e0quele verificado nos anos anteriores. O ano 2014 foi o menor percentual de gera\u00e7\u00e3o de empregos desse tipo.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O desemprego aumentou na maioria das regi\u00f5es analisadas pela pesquisa. No Recife, a taxa subiu de 5,5% para 6,7%; em Salvador, de 8,1% para 9,6%; em Belo Horizonte, de 2,9% para 4,1%; em S\u00e3o Paulo, de 4,4% para 5,7%. Nos outros locais, o \u00edndice n\u00e3o variou de dezembro de 2014 para janeiro de 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO caso de S\u00e3o Paulo, em termos das popula\u00e7\u00f5es, voc\u00ea observa processo de dispensa da atividade econ\u00f4mica, umas mais outras menos, e por outro lado, tem crescimento da procura por trabalhado. Ent\u00e3o, isso fez aumentar a taxa na regi\u00e3o. De maneira mais significativa, teve na educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, que houve dispensa de 90 mil pessoas. (\u2026) Esse movimento repercutiu sim para o dado do total das seis regi\u00f5es\u201d, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao contr\u00e1rio dos outros indicadores, o dos sal\u00e1rios mostrou alta nas duas compara\u00e7\u00f5es. Ao chegar a R$ 2.168,80 em janeiro de 2015, o rendimento real m\u00e9dio dos trabalhadores ficou 0,4% acima do valor de dezembro e 1,7% na compara\u00e7\u00e3o com janeiro do ano anterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os sal\u00e1rios ficaram menores em Porto Alegre (2,1%) e no Rio de Janeiro (1,5%), mas cresceram em Salvador (2,9%), no Recife (1,5%), em Belo Horizonte (1,4%) e em S\u00e3o Paulo (1,0%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na compara\u00e7\u00e3o com janeiro de 2014, foram registradas altas em Salvador (14%), no Rio de Janeiro (1,9%), em S\u00e3o Paulo (1,5%) e no Recife (1,3%). Em Belo Horizonte, a queda foi de 2,2% e em Porto Alegre, n\u00e3o houve altera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sal\u00e1rio que mais aumentou, 2,2%, foi o dos profissionais de educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e administra\u00e7\u00e3o. Ficaram mais baixos os rendimentos nas \u00e1reas de constru\u00e7\u00e3o (-1,2%) e outros servi\u00e7os (-2,4%). Na compara\u00e7\u00e3o anual, os sal\u00e1rios do com\u00e9rcio ca\u00edram 1,1%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte: G1\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em dezembro do ano passado, a taxa havia ficado em 4,3%. \u00cdndice \u00e9 o maior desde setembro de 2013, quando bateu 5,4%. Por Anay Cury e Cristiane Cardoso A taxa de desemprego iniciou 2015 em alta, alcan\u00e7ando o maior \u00edndice desde setembro de 2013, quando bateu 5,4%. 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