{"id":6858,"date":"2015-09-10T08:00:20","date_gmt":"2015-09-10T11:00:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=6858"},"modified":"2016-10-26T17:29:46","modified_gmt":"2016-10-26T20:29:46","slug":"4-razoes-para-os-jovens-talentos-preferirem-as-startups","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/carreira\/4-razoes-para-os-jovens-talentos-preferirem-as-startups\/","title":{"rendered":"4 raz\u00f5es para os jovens talentos preferirem as startups"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>Por que as grandes empresas j\u00e1 n\u00e3o seduzem os jovens como antes? E quais as consequ\u00eancias disto para os l\u00edderes corporativos?<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Diego Martins, aos 22 anos, trabalhava como consultor em uma grande empresa brasileira. Mas desde cedo foi muito inquieto. &#8220;Sempre quis fazer algo diferente. Sonhava com uma empresa em que as pessoas fossem elas mesmas e a felicidade, um objetivo comum a ser atingido&#8221;, dizia. Soa um tanto ut\u00f3pica essa hist\u00f3ria de conciliar felicidade com trabalho duro, metas r\u00edgidas e a busca incessante por rentabilidade \u2013 sobretudo num ambiente macroecon\u00f4mico desfavor\u00e1vel. Para essa nova gera\u00e7\u00e3o, contudo, a mistura desses quatro ingredientes representa n\u00e3o somente um objetivo profissional fact\u00edvel, mas uma filosofia de vida a ser defendida e perseguida diariamente. Com isso em mente, Diego largou a consultoria e se juntou a Ruy Jord\u00e3o para montar a Acesso Digital, empresa que oferece tecnologia na gest\u00e3o de processos e documentos. Desde 2011, a Acesso cresce mais de 70% ao ano. E foi considerada pelo segundo ano consecutivo a melhor empresa brasileira para se trabalhar, segundo o Great Place to Work.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Diego n\u00e3o \u00e9 um caso isolado. Pesquisas demonstram que a maioria dos jovens que finaliza seu MBA em uma escola de prest\u00edgio prefere tentar o neg\u00f3cio pr\u00f3prio ou se juntar a uma promissora startup, em vez de buscar uma posi\u00e7\u00e3o numa megaempresa j\u00e1 estabelecida. \u00c9 um cen\u00e1rio bem diferente de 30 anos atr\u00e1s, quando me formei. Lembro perfeitamente. Meu sonho, como o da maioria dos jovens daquela \u00e9poca, era entrar em um programa de trainee de um grande banco ou de uma multinacional de produtos de consumo. O que fez essa mudan\u00e7a acontecer? E quais as implica\u00e7\u00f5es para quem lidera essa nova gera\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Acredito serem v\u00e1rios os motivos da transforma\u00e7\u00e3o, mas vou me ater a quatro reflex\u00f5es, que considero fundamentais para quem quer aprender a lidar com essa turma:<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">1) Felicidade tamb\u00e9m tem a ver com \u201csubir r\u00e1pido\u201d. Antes, para chegar a diretor, o camarada (se demonstrasse algum talento) teria de esperar uns 10 a 15 anos at\u00e9 assumir o posto. \u00c9 tempo demais para os jovens de hoje. Por isso, a prefer\u00eancia pelas empresas menores, cuja ascens\u00e3o pode ser mais r\u00e1pida.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">2) Eles querem impactar na estrat\u00e9gia. Essa hist\u00f3ria de ser trainee de um departamento e s\u00f3 se dedicar \u00e0quela determinada \u00e1rea deixa o jovem talento desestimulado. Ele quer saber para onde a empresa est\u00e1 indo e qual o seu papel nessa trajet\u00f3ria. Mais do que participar de in\u00fameros programas de treinamento, o jovem de hoje acredita no aprendizado pr\u00e1tico, a velha hist\u00f3ria da m\u00e3o na massa. Para ele, empreender dentro da empresa ou do pr\u00f3prio neg\u00f3cio \u00e9 o melhor caminho.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">3) Hierarquia mais informal ajuda um bocado. Menos burocracia, tamb\u00e9m. No in\u00edcio de minha carreira, a gente s\u00f3 encontrava o presidente da empresa no elevador, isso quando um assessor n\u00e3o pedia para sairmos para que o chef\u00e3o chegasse mais r\u00e1pido na cobertura. Jovens talentos querem ouvir, saber e at\u00e9 debater com o presidente os rumos do neg\u00f3cio e da sua \u00e1rea. E cobram decis\u00f5es mais r\u00e1pidas, sem dezenas de apresenta\u00e7\u00f5es ou comit\u00eas para aprovar esta ou aquela medida.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">4) Felicidade, para eles, \u00e9&#8230; valoriza\u00e7\u00e3o. D\u00ea o cr\u00e9dito que o jovem talento merece e voc\u00ea ter\u00e1 um defensor da causa da empresa. Se o ambiente \u00e9 legal e ele est\u00e1 deixando a sua marca na empresa, n\u00e3o ter\u00e1 motivos para deixar a companhia. Aquela hist\u00f3ria de infidelidade corporativa da nova gera\u00e7\u00e3o s\u00f3 ocorre com empresas que n\u00e3o sabem valorizar esse \u201cativo\u201d. O sentimento de pertencer \u00e9, para eles, mais importante do que carregar um cart\u00e3o de visitas com o logo de uma grande empresa.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Muitos l\u00edderes mais seniores podem at\u00e9 achar que a nova gera\u00e7\u00e3o est\u00e1 fora da realidade. Ser\u00e1 mesmo? O avan\u00e7o da tecnologia permitiu que, de um dia para o outro, surgisse uma s\u00e9rie de empresas novatas quebrando barreiras e amea\u00e7ando a hegemonia de grandes companhias. Pense em Stubhub, booking.com, Drive Now, 99 t\u00e1xis, Spotify&#8230; Esse momento disruptivo \u00e9 capitaneado justamente pela gera\u00e7\u00e3o \u201cfora da realidade\u201d. Entender como utilizar esse potencial criativo, empreendedor e provocador passou a ser, portanto, fundamental para qualquer um que queria manter sua empresa em condi\u00e7\u00f5es de competir. Algumas grandes companhias j\u00e1 est\u00e3o se mexendo para usufruir deste talento sem, necessariamente, ter de reformular todo o seu quadro de funcion\u00e1rios ou os seus processos. \u00c9 o caso da rede brit\u00e2nica de lojas de departamentos John Lewis, fundada h\u00e1 mais de 150 anos. Em 2014, a John Lewis lan\u00e7ou a JLab, aceleradora que convida 10 startups para trabalhar durante o ano em suas instala\u00e7\u00f5es, com amplo acesso ao seu time executivo e com objetivo de melhorar produtos e servi\u00e7os no varejo. Neste processo, a pr\u00f3pria John Lewis pode se tornar o primeiro grande cliente dessas empresas inovadoras.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Trabalhar com talentos nunca foi f\u00e1cil, em tempo algum. Com essa nova gera\u00e7\u00e3o, \u00e1vida por mudar o mundo, o desafio \u00e9 ainda maior. Mas acredito que \u2013 como quase tudo o que ocorre na vida &#8211; o melhor caminho \u00e9 o do meio. N\u00e3o devemos nem supervalorizar os jovens, assumindo o risco de se descolarem completamente da realidade, nem critic\u00e1-los por terem posturas que n\u00e3o foram as nossas, sob a amea\u00e7a de perdermos seu talento, energia e ambi\u00e7\u00e3o pela inova\u00e7\u00e3o disruptiva. Um bom time sempre mistura o \u00edmpeto e a experi\u00eancia. A minha gera\u00e7\u00e3o e a de Diego Martins podem trabalhar em harmonia. A criatividade est\u00e1 em buscar o melhor de cada uma.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Por Sergio Chaia* \/ Fonte: \u00c9poca<\/span><\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: small;\">Sergio Chaia foi presidente da Nextel , Sodexho Pass e vice-presidente para a Am\u00e9rica Latina da Symantec. Participa de diversos conselhos e atualmente \u00e9 chairman da \u00d3ticas Carol. Tamb\u00e9m \u00e9 palestrante e autor do livro \u201cSer\u00e1 que \u00e9 poss\u00edvel?\u201d<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por que as grandes empresas j\u00e1 n\u00e3o seduzem os jovens como antes? E quais as consequ\u00eancias disto para os l\u00edderes corporativos? Diego Martins, aos 22 anos, trabalhava como consultor em uma grande empresa brasileira. Mas desde cedo foi muito inquieto. &#8220;Sempre quis fazer algo diferente. 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