{"id":6969,"date":"2015-10-15T08:00:34","date_gmt":"2015-10-15T11:00:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=6969"},"modified":"2016-10-27T17:22:12","modified_gmt":"2016-10-27T20:22:12","slug":"a-grosseria-no-local-de-trabalho-e-contagiosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/comportamento\/a-grosseria-no-local-de-trabalho-e-contagiosa\/","title":{"rendered":"A grosseria no local de trabalho \u00e9 contagiosa?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>Pesquisas mostram que a grosseria tem efeitos negativos no desempenho. Emo\u00e7\u00f5es e comportamentos podem ser socialmente contagiosos.<\/em><\/p>\n<p>As pessoas vivenciam a grosseria e a incivilidade o tempo todo. A partir de insultos simples ou observa\u00e7\u00f5es improvisadas, esses comportamentos s\u00e3o amplamente tolerados na vida di\u00e1ria e no local de trabalho. Mas a quest\u00e3o \u00e9: qual o efeito disso na vida das pessoas?<\/p>\n<p>\u00c9 muito claro que a alta intensidade de comportamentos negativos, como abuso, agress\u00e3o e viol\u00eancia s\u00e3o prejudiciais. Mas qual \u00e9 o problema em apenas ser rude e descort\u00eas?<\/p>\n<p>Um n\u00famero crescente de pesquisas, segundo artigo publicado no World Economic Forum, mostram evid\u00eancias de que experimentar ou simplesmente testemunhar uma grosseria pode ter efeitos prejudiciais sobre o desempenho, criatividade e na prestatividade, de forma surpreendente. E os problemas n\u00e3o param por a\u00ed.<\/p>\n<p>E se a grosseria realmente for contagiosa? Isso significaria que ela pode prejudicar n\u00e3o s\u00f3 os que experimentam e testemunham, mas tamb\u00e9m teria efeitos secund\u00e1rios. Pessoas que j\u00e1 experimentaram o comportamento rude agora estariam &#8220;infectados&#8221; com a grosseria e seriam rudes com as pr\u00f3ximas pessoas com quem v\u00e3o interagir.<\/p>\n<p><strong>Grosseria na empresa \u00e9 contagiosa, como um resfriado comum<\/strong><\/p>\n<p>Para explorar esse fen\u00f4meno, um estudo foi feito na Universidade da Fl\u00f3rida para descobrir se a grosseria era contagiante, de uma pessoa para outra.\u00a0 Ao longo de um per\u00edodo, de 7 semanas, os participantes estavam envolvidos em 11 exerc\u00edcios de negocia\u00e7\u00f5es com v\u00e1rios parceiros.<\/p>\n<p>Depois de cada negocia\u00e7\u00e3o, os participantes tiveram a oportunidade de classificar se o comportamento do seu parceiro de negocia\u00e7\u00e3o tinha sido rude. A estrutura do exerc\u00edcio permitiu observar como a grosseria poderia ser contagiosa, examinando como a experi\u00eancia da grosseria em uma negocia\u00e7\u00e3o poderia afetar a pr\u00f3xima. Ningu\u00e9m foi instru\u00eddo a ser rude, os pesquisadores apenas analisaram a grosseria normal, que estava presente em um ambiente de negocia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Eles descobriram que a grosseria \u00e9, de fato, contagiosa. Se o negociador sentia que seu parceiro de negocia\u00e7\u00e3o foi rude, quando ele partia para a pr\u00f3xima conversa transmitia a grosseria da primeira para seu novo interlocutor.<\/p>\n<p>Outra descoberta surpreendente foi o tempo que este efeito durou. Algumas negocia\u00e7\u00f5es aconteceram na sequ\u00eancia e outras demoraram at\u00e9 7 dias e mesmo assim, a grosseria da experi\u00eancia anterior apareceu na nova negocia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Por que a grosseria passa de uma pessoa para outra?<\/strong><\/p>\n<p>Pesquisas anteriores mostraram que emo\u00e7\u00f5es e comportamentos podem ser socialmente contagiosos.<\/p>\n<p>Por exemplo, quando pessoas ao seu redor est\u00e3o felizes, \u00e9 prov\u00e1vel que voc\u00ea comece a se sentir feliz tamb\u00e9m. Da mesma forma, quando as pessoas em torno de voc\u00ea cruzam os bra\u00e7os, \u00e9 prov\u00e1vel que voc\u00ea fa\u00e7a a mesma coisa. Uma vez que esses efeitos s\u00e3o geralmente descritos como simples mimetismos conscientes, eles n\u00e3o podem mostrar com a grosseria nos torna mais rudes. Ent\u00e3o, como isso acontece?<\/p>\n<p>Para responder esta quest\u00e3o, \u00e9 importante lembrar que o processo ocorre em uma parte subconsciente do c\u00e9rebro. Quando est\u00edmulos sociais s\u00e3o experimentados (como uma conversa com um colega de trabalho), eles podem ativar conceitos profundos na parte subconsciente do c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>Um conceito pode ser qualquer coisa. Existe um conceito para raiva, alegria, tristeza, poder e, claro, grosseria. A ativa\u00e7\u00e3o de conceitos \u00e9 autom\u00e1tica, ou seja, quando isso acontece n\u00e3o temos conhecimento sobre isso. E quando eles s\u00e3o ativados, isso muda a maneira como percebemos o mundo.<\/p>\n<p>Portanto, se o conceito rude \u00e9 ativado, ele faz com que todos os est\u00edmulos pare\u00e7am mais rudes. Isso foi evidenciado em 2 estudos experimentais que mostraram que quando as pessoas vivem ou testemunham um comportamento rude, eles passam a notar a grosseira em todo o ambiente. E essa percep\u00e7\u00e3o faz com eles respondam com grosseria.<\/p>\n<p>O que \u00e9 t\u00e3o assustador sobre este efeito \u00e9 que o processo \u00e9 autom\u00e1tico, que ocorre em uma parte do c\u00e9rebro em que as pessoas n\u00e3o podem controlar. Assim, a pessoa n\u00e3o est\u00e1 necessariamente a raz\u00e3o por interpretar coment\u00e1rios como grosseiros.<\/p>\n<p><strong>Apenas n\u00e3o seja rude<\/strong><\/p>\n<p>A evid\u00eancia de como a grosseria \u00e9 contagiosa ressalta o qu\u00e3o prejudicial esse comportamento pode ser prejudicial, especialmente em um contexto organizacional, prejudicando o desempenho, a criatividade e a utilidade do profissional.<\/p>\n<p>Isso significa de que talvez precisamos repensar quais comportamentos s\u00e3o aceit\u00e1veis no ambiente de trabalho. Comportamentos como agress\u00e3o, abuso e viol\u00eancia n\u00e3o s\u00e3o tolerados no trabalho, mas, \u00e1s vezes, a grosseira \u00e9, apesar que n\u00e3o deveria ser. At\u00e9 98% dos trabalhadores relataram que j\u00e1 experimentaram uma experi\u00eancia grosseira no escrit\u00f3rio e 50% dizem que enfrentam esse problema semanalmente. Ent\u00e3o, \u00e9 importante ser cordial e manter boas rela\u00e7\u00f5es no ambiente de trabalho.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Fonte: G1<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisas mostram que a grosseria tem efeitos negativos no desempenho. Emo\u00e7\u00f5es e comportamentos podem ser socialmente contagiosos. As pessoas vivenciam a grosseria e a incivilidade o tempo todo. A partir de insultos simples ou observa\u00e7\u00f5es improvisadas, esses comportamentos s\u00e3o amplamente tolerados na vida di\u00e1ria e no local de trabalho. Mas a quest\u00e3o \u00e9: qual o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":52,"featured_media":12344,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[89],"tags":[404,902],"post_folder":[],"class_list":["post-6969","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-comportamento","tag-estresse","tag-grosseria-no-trabalho"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6969","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/52"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6969"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6969\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12346,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6969\/revisions\/12346"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12344"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6969"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6969"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6969"},{"taxonomy":"post_folder","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/post_folder?post=6969"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}