{"id":6998,"date":"2015-10-23T14:23:24","date_gmt":"2015-10-23T17:23:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=6998"},"modified":"2016-10-27T17:06:09","modified_gmt":"2016-10-27T20:06:09","slug":"nao-ha-por-que-procurar-o-futuro-antes-da-hora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/comportamento\/nao-ha-por-que-procurar-o-futuro-antes-da-hora\/","title":{"rendered":"N\u00e3o h\u00e1 por que procurar o futuro antes da hora"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\">Dr. Who \u00e9 a s\u00e9rie de TV mais importante da qual voc\u00ea nunca ouviu falar. Pouco importa o que eu diga, uma s\u00e9rie admirada por George Lucas, Steven Spielberg, a rainha da Inglaterra e alguns dos maiores cientistas do mundo n\u00e3o deveriam precisar da minha opini\u00e3o (parece muito elitista para seu gosto? H\u00e1 quem diga que Mike Tyson, Johnny Depp, Matt Groening e Bob Dylan tamb\u00e9m estejam entre os f\u00e3s da s\u00e9rie).<\/p>\n<p>A s\u00e9rie que \u00e9 a mais longa da hist\u00f3ria e come\u00e7ou em 1963, conta a hist\u00f3ria de um simp\u00e1tico doutor que viaja pelo tempo e espa\u00e7o. N\u00e3o adianta voc\u00ea achar que o tempo \u00e9 algo linear com a\u00e7\u00f5es e rea\u00e7\u00f5es claras. Na verdade, logo aprendemos que \u00e9 mais como uma bola de geleia. Os acontecimentos nem sempre andam na linha que esperamos, do modo que esperamos.<\/p>\n<p>E aqui vemos um dos motivos da s\u00e9rie ter tantos f\u00e3s. Quando voc\u00ea acompanha um viajante do tempo, h\u00e1 coisas que j\u00e1 aconteceram, outras que v\u00e3o acontecer e outras que j\u00e1 aconteceram a alguns personagens e ainda n\u00e3o com outros. O que fazer, por exemplo, quando voc\u00ea tem uma esposa que sabe mais do seu futuro do que voc\u00ea mesmo, porque, ali\u00e1s, \u00e9 de l\u00e1 que ela veio?<\/p>\n<p>Apesar da confus\u00e3o, o futuro nunca est\u00e1 100% determinado. O passado j\u00e1 aconteceu, o presente est\u00e1 acontecendo, mas o futuro \u00e9 uma porta aberta. Na hora em que o futuro acontece, aquela porta se fecha para sempre, passa a fazer parte do seu passado e tudo que podemos fazer \u00e9 lidar com aquilo e seguir em frente.<\/p>\n<p>Enquanto voc\u00ea n\u00e3o encontra seu futuro, sempre h\u00e1 possibilidades e op\u00e7\u00f5es. Depois, s\u00f3 h\u00e1 mem\u00f3rias\u2026<\/p>\n<p>Na s\u00e9rie, os personagens encontraram um modo bastante inteligente de lidar com o problema. Spoilers! A esposa do doutor chega a andar com um di\u00e1rio recheado de spoilers, para saber o que pode e o que n\u00e3o pode revelar sobre o futuro. Uma vez que voc\u00ea sabe seu futuro, n\u00e3o pode fazer mais nada a respeito. Melhor, ent\u00e3o, adiar esse momento o m\u00e1ximo poss\u00edvel. Deixar spoilers serem spoilers e lidar com o presente.<\/p>\n<p>No mundo real, volta e meia nos pegamos ansiosos com o futuro. Planejamos, sonhamos, nos irritamos por n\u00e3o sabermos o que vai acontecer amanh\u00e3. Nos preparamos e de vez em quando ficamos obcecados por um futuro que est\u00e1 sempre a um passo de n\u00f3s. Uma pequena dist\u00e2ncia de nosso alcance, a uma p\u00e1gina de ser aberto.<\/p>\n<p>Nos esquecemos de que, na vida, n\u00e3o \u00e9 o que j\u00e1 est\u00e1 escrito que surpreende, s\u00e3o aquelas situa\u00e7\u00f5es fora do nosso campo de vis\u00e3o, que v\u00eam sabe-se l\u00e1 de onde, e tornam nossa experi\u00eancia um tanto mais emocionante. \u00c9 dessas experi\u00eancias, ali\u00e1s, que sair\u00e3o alguns dos momentos mais marcantes de nossas vidas.<\/p>\n<p>Quando somos crian\u00e7as, gostamos de brincar com o famoso \u201cO que voc\u00ea quer ser quando crescer\u201d. Achamos que basta planejar nos m\u00ednimos detalhes e poderemos fazer tudo o que bem entendermos. Quando somos adultos, aprendemos que nem todo o planejamento do mundo impede as surpresas e imprevistos que nos pegam pelo caminho. Quando somos adultos, aprendemos que nem todo mundo vai ser astronauta, mas aquela paix\u00e3o que te pega desprevenido tamb\u00e9m te faz viajar longe.<\/p>\n<p>S\u00e3o esses momentos, uma promo\u00e7\u00e3o inesperada, um problema especialmente dif\u00edcil, uma situa\u00e7\u00e3o em que as pessoas se uniram \u00e0 sua volta, um amigo que ganhamos quando menos esperamos que definem muito do que chamamos de nossa vida, e se pensarmos bem n\u00e3o trocamos esses momentos por nada.<\/p>\n<p>Spoilers, querido leitor. Cuidado com eles. N\u00e3o h\u00e1 por que procurar o futuro antes da hora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Por F\u00e1bio Zugman* \/ Fonte: Administradores.com<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">F\u00e1bio Zugman \u00e9 professor universit\u00e1rio, consultor e palestrante. \u00c9 autor dos livros Empreendedores esquecidos (Elsevier, 2011); Administra\u00e7\u00e3o para profissionais liberais (Elsevier, 2005); Governo eletr\u00f4nico: saiba tudo sobre essa revolu\u00e7\u00e3o (Livro pronto, 2006); O mito da criatividade (Elsevier, 2008); e coautor de Dicion\u00e1rio de termos de estrat\u00e9gia empresarial (Atlas, 2009) e Criatividade sem segredos (Atlas, 2010).<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dr. Who \u00e9 a s\u00e9rie de TV mais importante da qual voc\u00ea nunca ouviu falar. Pouco importa o que eu diga, uma s\u00e9rie admirada por George Lucas, Steven Spielberg, a rainha da Inglaterra e alguns dos maiores cientistas do mundo n\u00e3o deveriam precisar da minha opini\u00e3o (parece muito elitista para seu gosto? H\u00e1 quem diga [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":52,"featured_media":12332,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[89],"tags":[],"post_folder":[],"class_list":["post-6998","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-comportamento"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6998","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/52"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6998"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6998\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12333,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6998\/revisions\/12333"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12332"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6998"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6998"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6998"},{"taxonomy":"post_folder","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/post_folder?post=6998"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}