{"id":7012,"date":"2015-10-29T12:00:03","date_gmt":"2015-10-29T15:00:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=7012"},"modified":"2016-10-27T16:53:11","modified_gmt":"2016-10-27T19:53:11","slug":"o-que-as-cinco-melhores-escolas-de-negocios-estao-ensinando","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/carreira\/o-que-as-cinco-melhores-escolas-de-negocios-estao-ensinando\/","title":{"rendered":"O que as cinco melhores escolas de neg\u00f3cios est\u00e3o ensinando"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\">As melhores escolas de neg\u00f3cios do Brasil j\u00e1 discutiam o problema da baixa produtividade h\u00e1 15 anos. Agora, os assuntos mudaram. Veja o que \u00e9 tratado nas principais escolas de neg\u00f3cios do pa\u00eds para que os alunos estejam preparados para dar respostas aos dilemas de neg\u00f3cios que surgir\u00e3o nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p><strong>Inova\u00e7\u00e3o permanente<\/strong><\/p>\n<p>A Coppead, escola de neg\u00f3cios da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que acaba de ter renovada a Equis \u2014 acredita\u00e7\u00e3o europeia de padr\u00e3o de ensino em administra\u00e7\u00e3o \u2014, refor\u00e7ou o ensino de inova\u00e7\u00e3o para seus alunos. Primeiro, ajuda os profissionais a compreender a import\u00e2ncia da inova\u00e7\u00e3o para a perenidade dos neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>Em um segundo momento, mostra como a inova\u00e7\u00e3o deve ser um h\u00e1bito permanente, j\u00e1 que os neg\u00f3cios est\u00e3o em constante mudan\u00e7a. \u201cFalamos aqui do gerenciamento do processo de inova\u00e7\u00e3o interno, desde o est\u00edmulo at\u00e9 a quest\u00e3o humana de querer fugir do risco e rejeitar o novo\u201d, afirma Vicente Ferreira, diretor da Coppead.<\/p>\n<p>Na sala de aula, fala-se em corporate venture capital, investimento da empresa na ideia de um funcion\u00e1rio para que ele crie um neg\u00f3cio ou uma solu\u00e7\u00e3o e passe a ser fornecedor \u2014 e s\u00f3cio da empresa matriz. \u201cPara inovar n\u00e3o \u00e9 preciso criar uma nova tecnologia, basta encontrar uma forma diferente de fazer o que j\u00e1 est\u00e1 feito, uma maneira mais econ\u00f4mica ou melhor para a sociedade. Qualquer funcion\u00e1rio pode ter uma ideia inovadora, as empresas precisam dar espa\u00e7o a eles \u2014 e eles precisam aproveitar esse espa\u00e7o\u201d, diz.<\/p>\n<p><strong>Pessoas melhores s\u00e3o l\u00edderes melhores<\/strong><\/p>\n<p>Os executivos que come\u00e7am o MBA na Funda\u00e7\u00e3o Dom Cabral, em Belo Horizonte, costumam levar um susto no primeiro dia de aula. \u201cEles chegam \u00e0 escola achando que vamos falar de gest\u00e3o, dar ferramentas e ensinar t\u00e9cnicas desde o come\u00e7o, mas apresentamos a eles assuntos ligados a filosofia, sociologia, autoconhecimento, \u00e9tica e virtudes\u201d, diz Paula Sim\u00f5es, gerente-coordenadora do programa de educa\u00e7\u00e3o executiva.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 exatamente uma aula de filosofia, mas questionamos o futuro da gest\u00e3o e das organiza\u00e7\u00f5es\u201d, afirma. Os alunos v\u00e3o para a cidade hist\u00f3rica de Ouro Preto e para o complexo art\u00edstico de Inhotim, relativamente pr\u00f3ximos \u00e0 sede da escola, para discutir arte, cultura e sustentabilidade. \u201cTamb\u00e9m tratamos da percep\u00e7\u00e3o de que as organiza\u00e7\u00f5es ser\u00e3o julgadas cada vez menos pela rentabilidade aos acionistas e cada vez mais pelo impacto ambiental e social que geram\u201d, afirma Paula.<\/p>\n<p>O objetivo final \u00e9 que o aluno volte para o mercado mais aberto a mudan\u00e7as e consciente do resultado que seu trabalho gera. A ideia \u00e9 que, provocando esses alunos, eles se tornem mais preparados para lidar com a complexidade do mundo. \u201cQueremos formar l\u00edderes mais humanos\u201d, diz Paula, e completa: \u201c\u00c9 importante que os gestores de agora fa\u00e7am um exerc\u00edcio de autoconhecimento para entender seu estilo de se comunicar e o impacto disso em suas rela\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p><strong>Olho na China e na \u00cdndia<\/strong><\/p>\n<p>\u201cNosso trabalho \u00e9 prever o futuro\u201d, diz James Wright, coordenador de MBA internacional da FIA, em S\u00e3o Paulo. A baixa produtividade do brasileiro, um assunto atual para exemplificar, foi discutida em sala de aula h\u00e1 dez anos. Hoje, a pauta \u00e9 internacional.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil levou milh\u00f5es de pessoas para a classe m\u00e9dia. Na pr\u00f3xima d\u00e9cada, os indianos e chineses passar\u00e3o pela mesma inser\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica\u201d, diz James. \u201cSabemos vender para essas pessoas. Os executivos brasileiros devem estar prontos para entrar nesses mercados\u201d, diz James.<\/p>\n<p>Na agenda de quem quer aproveitar a oportunidade devem constar viagens para os dois pa\u00edses e desenvolvimento de t\u00e9cnicas de negocia\u00e7\u00e3o em culturas diferentes. \u201cO brasileiro \u00e9 muito orientado para o mercado interno, mas \u00e9 hora de levar para fora o que sabemos fazer bem\u201d, afirma.<\/p>\n<p><strong>Uso de dados digitais<\/strong><\/p>\n<p>Para saber o que precisa ser ensinado aos executivos que procuram seu programa de MBA, o Insper, em S\u00e3o Paulo, monitora as demandas das organiza\u00e7\u00f5es. \u201cPesquisamos o que as empresas entendem como caracter\u00edsticas de funcion\u00e1rios acima da m\u00e9dia e, depois, trabalhamos para desenvolver essas habilidades.<\/p>\n<p>Hoje, estamos focados em dois tipos: as interpessoais e as anal\u00edticas\u201d, diz Silvio Laban, coordenador-geral dos programas de MBA do Insper. Para Silvio, profissionais de todas as \u00e1reas devem se adaptar ao uso do big data do ponto de vista gerencial. O assunto \u00e9 trabalhado de duas maneiras: 1) o car\u00e1ter estrutural que envolve a coleta de dados e 2) a vis\u00e3o estrat\u00e9gica para analisar, tomar decis\u00f5es e gerenciar riscos levando em conta esses n\u00fameros.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 muitas bases de informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis. Os executivos precisam agora entender quais tipos de an\u00e1lise e de cruzamento podem ser feitos para apoiar as decis\u00f5es que eles t\u00eam de tomar\u201d, diz.<\/p>\n<p><strong>Habilidades avan\u00e7adas<\/strong><\/p>\n<p>Na Saint Paul Escola de Neg\u00f3cios, de S\u00e3o Paulo, 70% da carga hor\u00e1ria \u00e9 preenchida por exerc\u00edcios e atividades que colocam os alunos para resolver problemas bem atuais, como gest\u00e3o estrat\u00e9gica de custo, j\u00e1 que todas as empresas est\u00e3o revisando seu or\u00e7amento neste ano.<\/p>\n<p>Por outro lado, o desenvolvimento de habilidades de lideran\u00e7a ganhou maior peso. \u201cO profissional mais jovem que chega ao curso com pouca ou nenhuma experi\u00eancia de gest\u00e3o precisa ser mais preparado\u201d, diz Jos\u00e9 Claudio Securato, presidente da Saint Paul. Uma novidade na sala de aula \u00e9 a lideran\u00e7a silenciosa, aquela que estimula a humildade.<\/p>\n<p>\u201cHoje, desenvolver pessoas, uma das principais fun\u00e7\u00f5es de um l\u00edder, deve acontecer em sil\u00eancio, porque o gestor ideal n\u00e3o busca gl\u00f3ria nem fama pessoal; ao contr\u00e1rio, ele deve ser um bom ouvinte\u201d, afirma.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Por Mariana Amaro, da VOC\u00ca S\/A \/ Fonte: Exame.com<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As melhores escolas de neg\u00f3cios do Brasil j\u00e1 discutiam o problema da baixa produtividade h\u00e1 15 anos. Agora, os assuntos mudaram. Veja o que \u00e9 tratado nas principais escolas de neg\u00f3cios do pa\u00eds para que os alunos estejam preparados para dar respostas aos dilemas de neg\u00f3cios que surgir\u00e3o nos pr\u00f3ximos anos. 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