{"id":7039,"date":"2015-11-11T10:15:54","date_gmt":"2015-11-11T13:15:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=7039"},"modified":"2016-10-28T16:25:18","modified_gmt":"2016-10-28T19:25:18","slug":"habilidades-dos-executivos-do-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/carreira\/habilidades-dos-executivos-do-futuro\/","title":{"rendered":"Habilidades dos executivos do futuro"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>O caminho para o topo: quais habilidades as empresas v\u00e3o cobrar de seus executivos. E como chegar l\u00e1.<\/em><\/p>\n<p><strong>O caminho para o topo<\/strong><\/p>\n<p>Pode parecer um exerc\u00edcio in\u00fatil fazer planos de carreira em meio \u00e0 incerteza da economia, quando tudo parece pouco s\u00f3lido. Mas um profissional n\u00e3o deve descuidar de suas ambi\u00e7\u00f5es futuras por causa do cen\u00e1rio atual.<\/p>\n<p>Todo mundo deve fazer como as empresas, que usam sua vis\u00e3o de longo prazo como um caminho a ser seguido e fazem ajustes durante o percurso. Para quem projeta ascens\u00e3o profissional, isso significa olhar quais ser\u00e3o as compet\u00eancias mais importantes para alcan\u00e7ar o topo e desenvolv\u00ea-las com o tempo.<\/p>\n<p>Um estudo da CTPartners, empresa de recrutamento executivo, feito com companhias de 24 pa\u00edses, inclusive o Brasil, mostra quais ser\u00e3o as habilidades mais importantes dos l\u00edderes em 2020. Trata-se de um prazo bom, n\u00e3o muito distante e improv\u00e1vel, nem t\u00e3o pr\u00f3ximo a ponto de ser invi\u00e1\u00advel. VOC\u00ca  S\/A ouviu sete executivos brasileiros que ocupam hoje os principais cargos de sua empresa, e s\u00e3o eles que contam o que fazer para chegar l\u00e1.<\/p>\n<p>Uma coisa \u00e9 certa: o desafio \u00e9 grande e \u00e9 preciso estar em constante aprimoramento. O que antes levava 20 anos para mudar agora leva dois. \u201cOs executivos fazem parte desse cen\u00e1rio e precisam evoluir com ele\u201d, diz Sergio Rial, presidente do conselho do Santander, de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>O principal desafio do profissional brasileiro \u00e9 se inserir mais nos neg\u00f3cios globais. \u201cO executivo nacional precisa se esfor\u00e7ar para atingir esse padr\u00e3o internacional\u201d, diz Magui Castro, s\u00f3cia da CTPartners, de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Presidente: um bom ouvinte<\/strong><\/p>\n<p>O presidente do futuro \u00e9 um excelente comunicador e ouvinte. Sua lideran\u00e7a ser\u00e1 baseada em conhecimento, intui\u00e7\u00e3o e conselhos de colegas. O resultado ser\u00e1 um l\u00edder que transmite prop\u00f3sito e humildade.<\/p>\n<p><strong>Tr\u00eas coisas que ele precisar\u00e1 fazer mais<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Ser um cidad\u00e3o global, transitar entre diversas culturas e cen\u00e1rios econ\u00f4micos e adaptar-se a eles, calculando riscos, abra\u00e7ando mudan\u00e7as e questionando os modelos de neg\u00f3cios atuais.<\/li>\n<li>Agir como um embaixador da companhia, sendo acess\u00edvel e vis\u00edvel aos funcion\u00e1rios e personificando os valores e as qualidades da empresa e de seus produtos para os clientes.<\/li>\n<li>Saber atrair, engajar e inspirar profissionais jovens.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>O primeiro passo para chegar l\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>Aprender a ter paci\u00eancia e humildade para escutar todos os lados, mesmo que discorde deles. \u201cEsse \u00e9 um modelo mental que precisa ser treinado desde cedo\u201d, diz Magui Castro.<\/p>\n<p><strong>Li\u00e7\u00e3o de quem chegou l\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Al\u00e9m de todas as caracter\u00edsticas que um l\u00edder de hoje j\u00e1 precisa ter, o presidente do futuro ser\u00e1 avaliado por sua habilidade de se transformar e levar a empresa nesse caminho da mudan\u00e7a. A \u00fanica certeza que temos \u00e9 que, daqui a dez anos, o principal produto \u2014 ou servi\u00e7o \u2014 das empresas n\u00e3o ser\u00e1 o mesmo que \u00e9 hoje.\u201d<\/p>\n<p>Sergio Quiroga, 47 anos, presidente da Ericsson para Am\u00e9rica Latina e Caribe<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Presidente do conselho: o influenciador<\/strong><\/p>\n<p>O presidente do conselho ser\u00e1 o respons\u00e1vel por garantir a diversidade de ideias e a transpar\u00eancia nas contas da empresa. A fun\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 mais um cargo para executivos aposentados.<\/p>\n<p><strong>Tr\u00eas coisas que ele precisar\u00e1 fazer mais<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Estar conectado. Ele precisar\u00e1 saber o que de mais novo tem sido feito no mundo e os efeitos para a ind\u00fastria em que atua.<\/li>\n<li>Respeitar e incentivar o debate de ideias diferentes.<\/li>\n<li>Ser transparente, \u00e9tico e n\u00e3o ter nada a esconder.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>O primeiro passo para chegar l\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>Ter uma conduta perfeita. O presidente do conselho reflete o que \u00e9 a companhia. \u201cEle ser\u00e1 avaliado sempre por sua \u00e9tica\u201d, diz Magui Castro. \u201cExperi\u00eancias dentro e fora do Brasil s\u00e3o importantes para abrir a cabe\u00e7a\u201d, afirma Sergio Rial.<\/p>\n<p><strong>Li\u00e7\u00e3o de quem chegou l\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;A qualidade de um debate no conselho est\u00e1 diretamente relacionada com a qualidade e a diversidade da experi\u00eancia dos conselheiros. O papel do presidente \u00e9 extrair o melhor de cada um, harmonizando e incentivando esse conflito permanente.\u201d<\/p>\n<p>Sergio Rial, 54 anos, presidente do conselho administrativo do Santander<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Diretora de marketing: vidente de vendas<\/strong><\/p>\n<p>A fun\u00e7\u00e3o de um diretor de marketing n\u00e3o estar\u00e1 mais restrita a fazer um produto atraente e a pensar em oferta e procura. Ele ser\u00e1 o respons\u00e1vel tamb\u00e9m por usar dados dos consumidores e da marca para prever o que o cliente vai desejar amanh\u00e3.<\/p>\n<p><strong>Tr\u00eas coisas que ele precisar\u00e1 fazer mais<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Identificar e atrair consumidores com experi\u00eancias personalizadas usando informa\u00e7\u00f5es coletadas dos clientes e dos canais digitais.<\/li>\n<li>Entender e usar o big data para transformar os dados em vantagem competitiva, trabalhando cada vez mais pr\u00f3ximo da \u00e1rea de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Desenvolver uma narrativa aut\u00eantica para a empresa em que trabalha.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>O primeiro passo para chegar l\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>\u201cO pessoal do marketing vai precisar entender e lidar com n\u00fameros e saber quais realmente importam\u201d, afirma Magui, da CTPartners.<\/p>\n<p><strong>Li\u00e7\u00e3o de quem chegou l\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Um executivo de marketing precisa ter capacidade de lideran\u00e7a, de se adaptar e de entender dados. Esta \u00faltima \u00e9 particularmente importante porque, ao compreender o mercado, voc\u00ea conseguir\u00e1 fazer escolhas rapidamente e mudar de rumo no meio do processo se a resposta do consumidor n\u00e3o for boa.\u201d<\/p>\n<p>Gabriela Onofre, 41 anos, diretora de marketing e comunica\u00e7\u00e3o da P&amp;G<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Diretor de RH: orientador estrat\u00e9gico<\/strong><\/p>\n<p>O diretor de recursos humanos ser\u00e1 o respons\u00e1vel por aconselhar n\u00e3o s\u00f3 o presidente mas tamb\u00e9m todo o n\u00edvel executivo sobre como atingir os objetivos da companhia usando o recurso mais poderoso: as pessoas.<\/p>\n<p><strong>Tr\u00eas coisas que ele precisar\u00e1 fazer mais<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Aprender a utilizar an\u00e1lises e dados para criar recomenda\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas de sele\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o de talento voltadas para o alto desempenho.<\/li>\n<li>Ter uma perspectiva global e multicultural para entender, atrair, cultivar e inspirar funcion\u00e1rios no mundo todo.<\/li>\n<li>Construir um ambiente interno no qual possam ser identificados os mesmos valores, mas que tamb\u00e9m valorize as diferen\u00e7as.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>O primeiro passo para chegar l\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>Aprenda a gostar de n\u00fameros. \u201cO RH precisar\u00e1 ter boa capacidade anal\u00edtica porque vai ter uma infinidade de dados para cruzar, de modo a extrair o melhor das pessoas\u201d, diz Magui, da CTPartners.<\/p>\n<p><strong>Li\u00e7\u00e3o de quem chegou l\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;O grande desafio da \u00e1rea \u00e9 conseguir transformar aquele belo planejamento em pr\u00e1tica. \u00c9 preciso entender do neg\u00f3cio e converter todo esse conhecimento que temos em forma de n\u00famero em a\u00e7\u00f5es efetivas, para desenvolver as pessoas e criar uma cultura de sucesso e alto desempenho.\u201d<\/p>\n<p>Rog\u00e9rio Bragherolli, 52 anos, diretor executivo de RH da Sodexo<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Diretora jur\u00eddica: atacante<\/strong><\/p>\n<p>Acostumado a defender os interesses da empresa e a gerenciar riscos, esse executivo precisar\u00e1 entender as regras do setor e dos pa\u00edses em que a empresa atua para conduzir a companhia dentro da lei.<\/p>\n<p><strong>Tr\u00eas coisas que ele precisar\u00e1 fazer mais<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Traduzir o universo jur\u00eddico a favor do neg\u00f3cio, explicando cen\u00e1rios complexos e dando op\u00e7\u00f5es claras aos l\u00edderes.<\/li>\n<li>Gerenciar n\u00e3o s\u00f3 o risco legal mas tamb\u00e9m a reputa\u00e7\u00e3o da empresa, aproximando-se da m\u00eddia, do governo e dos acionistas.<\/li>\n<li>Dirigir e criar novos processos, estruturas e sistemas para diminuir custos com despesas legais.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>O primeiro passo para chegar l\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>Entender os detalhes da ind\u00fastria em que atua. \u201cConhecendo odos os tr\u00e2mites que est\u00e3o envolvidos no neg\u00f3cio, o diretor jur\u00eddico consegue encontrar os caminhos mais r\u00e1pidos dentro do emaranhado jur\u00eddico\u201d, afirma Magui Castro.<\/p>\n<p><strong>Li\u00e7\u00e3o de quem chegou l\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Conhecer a opera\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental, mas n\u00e3o significa saber tudo. \u00c9 importante estar cercado de pessoas que tragam pontos de vista e conhecimentos diferentes. Devemos nos adaptar aos colegas que n\u00e3o s\u00e3o advogados, evitando escrever e-mails cheios de palavras rebuscadas.\u201d<\/p>\n<p>Carla Andrea Coelho, 45 anos, diretora jur\u00eddica da Gol<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Diretor financeiro: o escudeiro fiel<\/strong><\/p>\n<p>O principal papel do diretor financeiro \u00e9 ser o es\u00adcudo do presidente, da diretoria e do conselho. \u00c9 o respons\u00e1vel pelas estrat\u00e9gias e pr\u00e1ticas que aumentam o desempenho da empresa. Cuida de identificar e gerenciar riscos, de reduzir custos e zela pelos assuntos de governan\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Tr\u00eas coisas que ele precisar\u00e1 fazer mais<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Liderar e gerenciar o time de finan\u00e7as, contratando, escolhendo e preparando sucessores e mantendo o alto desempenho.<\/li>\n<li>Conquistar a confian\u00e7a de investidores, demonstrando integridade pessoal, agindo de maneira transparente e determinando padr\u00f5es \u00e9ticos altos.<\/li>\n<li>Participar do crescimento da empresa, tanto nos resultados org\u00e2nicos como por meio de fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>O primeiro passo para chegar l\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>Envolver-se no neg\u00f3cio. \u201cArrume um tempo e v\u00e1 conversar com vendas, marketing e jur\u00eddico\u201d, diz Magui, da CTPartners.<\/p>\n<p><strong>Li\u00e7\u00e3o de quem chegou l\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 preciso capturar perspectivas diferentes e procurar oportunidades de neg\u00f3cio para a empresa. Um l\u00edder financeiro atr\u00e1s de uma mesa fazendo planilhas n\u00e3o vai ser suficiente. Ele n\u00e3o pode deixar os n\u00fameros de lado, mas precisa entrar no neg\u00f3cio.\u201d<\/p>\n<p>Tiago Azevedo, 34 anos, diretor de finan\u00e7as da Unilever<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Diretor de TI: criador de vantagens<\/strong><\/p>\n<p>O diretor de TI ser\u00e1 o respons\u00e1vel por criar, por meio de base de dados, uma vantagem competitiva para a empresa. Tamb\u00e9m ter\u00e1 a miss\u00e3o de defender, antecipar, prevenir e responder ataques virtuais sofisticados e de alto risco para o neg\u00f3cio.<\/p>\n<p><strong>Tr\u00eas coisas que ele precisar\u00e1 fazer mais<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Liderar a compila\u00e7\u00e3o e a an\u00e1lise de informa\u00e7\u00f5es, separando as que realmente interessam para cada \u00e1rea, conforme demandado.<\/li>\n<li>Conhecer quais s\u00e3o os riscos operacionais dos sistemas e proteger os dados e a propriedade intelectual da companhia.<\/li>\n<li>Entrar mais no neg\u00f3cio para entender quais s\u00e3o as demandas e entregar solu\u00e7\u00f5es personalizadas e direcionadas para cada \u00e1rea.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>O primeiro passo para chegar l\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>Conversar com outras \u00e1reas. \u201cO pessoal de tecnologia \u00e9, normalmente, mais fechado e focado. Mas eles s\u00f3 v\u00e3o conseguir achar as solu\u00e7\u00f5es que as \u00e1reas precisam se souberem qual \u00e9 o problema\u201d, afirma Magui Castro.<\/p>\n<p><strong>Li\u00e7\u00e3o de quem chegou l\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 cinco habilidades que acho fundamentais: 1. ser bom comunicador para explicar a tecnologia em desenvolvimento; 2. administrar pessoas; 3. tirar um tempo para mergulhar no neg\u00f3cio; 4. conhecer e se interessar pelas tend\u00eancias tecnol\u00f3gicas; e 5. entender que o executivo de TI \u00e9 um agente de mudan\u00e7a e inova\u00e7\u00e3o.\u201c<\/p>\n<p>Jorge Cordenonsi, 49 anos, CIO para Am\u00e9rica Latina da GM<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Por Mariana Amaro, da VOC\u00ca S\/A \/ Fonte: Exame.com<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O caminho para o topo: quais habilidades as empresas v\u00e3o cobrar de seus executivos. E como chegar l\u00e1. 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