{"id":7099,"date":"2015-12-01T08:00:55","date_gmt":"2015-12-01T11:00:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=7099"},"modified":"2015-11-30T14:39:18","modified_gmt":"2015-11-30T17:39:18","slug":"cotas-podem-levar-mais-mulheres-ao-conselho-das-empresas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/carreira\/cotas-podem-levar-mais-mulheres-ao-conselho-das-empresas\/","title":{"rendered":"Cotas podem levar mais mulheres ao conselho das empresas?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>Nos EUA, onde h\u00e1 pouco apetite para as cotas, a equidade de g\u00eanero nas salas de reuni\u00e3o dos conselhos avan\u00e7a a um ritmo lento.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/cotas-podem-levar-mais-mulheres-ao-conselho-das-empresas\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7100\" src=\"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/blog-cotas-podem-levar-mais-mulheres-ao-conselho-das-empresas.jpg\" alt=\"blog-cotas-podem-levar-mais-mulheres-ao-conselho-das-empresas\" width=\"540\" height=\"360\" srcset=\"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/blog-cotas-podem-levar-mais-mulheres-ao-conselho-das-empresas.jpg 540w, https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/blog-cotas-podem-levar-mais-mulheres-ao-conselho-das-empresas-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A maioria das pessoas concorda que n\u00e3o h\u00e1 suficientes mulheres nos conselhos corporativos, mas h\u00e1 pouco consenso em rela\u00e7\u00e3o ao melhor modo de aumentar esses n\u00fameros e aprimorar a diversidade no escal\u00e3o dirigente.<\/p>\n<p>Para lidar com o problema, alguns pa\u00edses aplicam metas volunt\u00e1rias, ao passo que outros implementam medidas legislativas mais estritas (que costumam gerar pol\u00eamica), como cotas obrigat\u00f3rias.<\/p>\n<p>Na Europa, as cotas obrigat\u00f3rias de g\u00eanero predominam cada vez mais.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o, a Alemanha se tornou o mais recente pa\u00eds europeu a instituir a obrigatoriedade das cotas. A partir de 2016, as grandes empresas alem\u00e3s ter\u00e3o que garantir a mulheres 30 por cento das cadeiras n\u00e3o-executivas do conselho.<\/p>\n<p>A Alemanha segue os passos de outros pa\u00edses do continente, como Noruega, It\u00e1lia, Fran\u00e7a e Espanha, ao instaurar essa pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Mesmo assim, os 28 pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia est\u00e3o longe de serem un\u00e2nimes em rela\u00e7\u00e3o a como aumentar a participa\u00e7\u00e3o de mulheres nos conselhos corporativos, e os avan\u00e7os t\u00eam sido irregulares.<\/p>\n<p>No in\u00edcio deste m\u00eas, as tentativas dos EUA para acelerar e unificar mudan\u00e7as encontrou obst\u00e1culos: a proposta da Comiss\u00e3o Europeia para aumentar para 33 por cento a propor\u00e7\u00e3o de todos os tipos de diretoras em empresas de capital aberto por volta de 2020 foi dilu\u00edda para 20 por cento depois que alguns pa\u00edses-membro defenderam medidas optativas para aumentar a representa\u00e7\u00e3o feminina.<\/p>\n<p><strong>EUA x Uni\u00e3o Europeia<\/strong><\/p>\n<p>Nos EUA, onde h\u00e1 pouco apetite para as cotas, a equidade de g\u00eanero nas salas de reuni\u00e3o dos conselhos avan\u00e7a a um ritmo lento. Menos de 20 por cento das cadeiras do conselho de empresas presentes no \u00edndice acion\u00e1rio Standard Poor&#8217;s 500 s\u00e3o ocupadas por diretoras, de acordo com um estudo realizado pela Catalyst em 2014.<\/p>\n<p>Comparado ao de pa\u00edses como a Noruega, onde as mulheres det\u00eam 35,5 por cento das cadeiras dos conselhos nas empresas do \u00edndice acion\u00e1rio europeu (de acordo com o mesmo estudo da Catalyst), o progresso nos EUA foi med\u00edocre.<\/p>\n<p>A Noruega adotou medidas estritas h\u00e1 dez anos, quando definiu uma quota obrigat\u00f3ria de 40 por cento de participa\u00e7\u00e3o feminina no conselho e estipulou penas como a dissolu\u00e7\u00e3o da empresa para as que continuassem infringindo a lei.<\/p>\n<p>\u201cComo outros pa\u00edses est\u00e3o tomando medidas en\u00e9rgicas para diversificar os conselhos corporativos, os EUA sofrem uma press\u00e3o cada vez maior para fazer disso uma prioridade ou ficar para tr\u00e1s\u201d, disse Brande Stellings, vice-presidente da Catalyst Corporate Services.<\/p>\n<p>Stellings concorda que as cotas s\u00e3o um modo de efetuar essa mudan\u00e7a, mas ela aponta que \u00e9 poss\u00edvel obter o mesmo resultado com outros meios, como a defini\u00e7\u00e3o de metas volunt\u00e1rias, a divulga\u00e7\u00e3o p\u00fablica de obriga\u00e7\u00f5es e a ades\u00e3o a documentos p\u00fablicos.<\/p>\n<p>\u201cReconhecemos que m\u00e9todos distintos ser\u00e3o adequados para pa\u00edses distintos, mas o quesito importante \u00e9 que medidas estejam sendo tomadas\u201d, disse ela. \u201cAs empresas definem metas para os objetivos de neg\u00f3cios que importam; por que n\u00e3o fazer isso com o conselho?\u201d.<\/p>\n<p><strong>Saias de ouro<\/strong><\/p>\n<p>As cotas est\u00e3o longe de serem perfeitas. Existe o risco de que as empresas nomeiem mulheres para o conselho simplesmente para cumprir as regulamenta\u00e7\u00f5es, ao inv\u00e9s de recrutarem a pessoa mais indicada para o cargo.<\/p>\n<p>Depois que as cotas foram implementadas na Noruega, mulheres assumiram v\u00e1rias diretorias, pois as empresas corriam para atender \u00e0s exig\u00eancias legais. Tal comportamento fez com que essas diretoras fossem apelidadas de \u201csaias de ouro\u201d.<\/p>\n<p>A Confedera\u00e7\u00e3o Europeia de Associa\u00e7\u00f5es de Diretores (EcoDa) quer uma maior participa\u00e7\u00e3o feminina nos conselhos, mas defende que \u00e9 essencial conquistar esse lugar por m\u00e9rito.<\/p>\n<p>\u201cUm conselho mais diversificado, inclusive em termos de g\u00eanero, promove um debate mais rico nas reuni\u00f5es. No entanto, as mulheres precisam ser escolhidas por suas qualifica\u00e7\u00f5es, n\u00e3o porque sejam mulheres\u201d, disse B\u00e9atrice Richez-Baum, secret\u00e1ria-geral da EcoDa.<\/p>\n<p>\u00c0 medida que a governan\u00e7a corporativa ganha um espa\u00e7o mais importante na pauta, a desigualdade de g\u00eanero nos conselhos corporativos de todo o mundo e a falta de diversidade entre os executivos seniores respons\u00e1veis pelas decis\u00f5es est\u00e3o entrando mais na mira da opini\u00e3o p\u00fablica e os acionistas.<\/p>\n<p>Se as empresas n\u00e3o estiverem preparadas para tomar medidas a fim de aprimorar essa combina\u00e7\u00e3o, \u00e9 prov\u00e1vel que outros assumam esse papel. A diversifica\u00e7\u00e3o da lideran\u00e7a e da governan\u00e7a se vincula com \u201cresultados corporativos mais fortes e com o desenvolvimento social da empresa\u201d, disse Stellings. \u201cOs acionistas e os investidores est\u00e3o se concentrando cada vez mais nos riscos de n\u00e3o ter conselhos com diversidade de g\u00eanero\u201d.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Por Ruth Sullivan, da Bloomberg \/ Fonte: Exame.com<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos EUA, onde h\u00e1 pouco apetite para as cotas, a equidade de g\u00eanero nas salas de reuni\u00e3o dos conselhos avan\u00e7a a um ritmo lento. &nbsp; A maioria das pessoas concorda que n\u00e3o h\u00e1 suficientes mulheres nos conselhos corporativos, mas h\u00e1 pouco consenso em rela\u00e7\u00e3o ao melhor modo de aumentar esses n\u00fameros e aprimorar a diversidade [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":52,"featured_media":7100,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[922],"post_folder":[],"class_list":["post-7099","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-carreira","tag-mulheres-no-comando"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7099","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/52"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7099"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7099\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7101,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7099\/revisions\/7101"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7100"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7099"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7099"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7099"},{"taxonomy":"post_folder","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/post_folder?post=7099"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}