{"id":7156,"date":"2015-12-19T08:00:16","date_gmt":"2015-12-19T11:00:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=7156"},"modified":"2016-11-10T15:38:50","modified_gmt":"2016-11-10T18:38:50","slug":"gestor-ou-tecnico-os-dois-conheca-a-carreira-em-w","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/carreira\/gestor-ou-tecnico-os-dois-conheca-a-carreira-em-w\/","title":{"rendered":"Gestor ou t\u00e9cnico? Os dois! Conhe\u00e7a a carreira em W"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\">O fisioterapeuta Wellington Yamaguti, de 35 anos, come\u00e7ou a trabalhar no Hospital S\u00edrio-Liban\u00eas, em S\u00e3o Paulo, em 2005. Wellington entrou como fisioterapeuta na \u00e1rea assistencial, at\u00e9 ser promovido a s\u00eanior em 2010. Sua paix\u00e3o, no entanto, sempre foi estudar.<\/p>\n<p>Fez mestrado e doutorado, paralelamente \u00e0 carreira no hospital, para atuar com ensino e pesquisa. Hoje, \u00e9 l\u00edder na \u00e1rea de desenvolvimento de reabilita\u00e7\u00e3o do hospital. Al\u00e9m de ser um especialista, Wellington \u00e9 respons\u00e1vel por coordenar a\u00e7\u00f5es de treinamento educacional em diversas equipes do hospital.<\/p>\n<p>Esse papel, que n\u00e3o fica nem na ponta t\u00e9cnica nem na ponta de gest\u00e3o, se encaixa em um conceito que as empresas est\u00e3o difundindo por a\u00ed: a carreira em W.<\/p>\n<p>Basicamente, essa modalidade \u00e9 uma alternativa \u00e0 carreira em Y, na qual os profissionais t\u00eam duas op\u00e7\u00f5es: seguem ou como especialistas, ou como gestores. A nomenclatura engloba as duas coisas. O que significa que um t\u00e9cnico n\u00e3o precisa mais deixar de colocar a m\u00e3o na massa para se tornar gestor (geralmente de equipes e durante projetos espec\u00edficos).<\/p>\n<p>Isso vai ao encontro da necessidade de as empresas se tornarem mais eficientes e n\u00e3o perderem profissionais por falta de uma maneira de recompens\u00e1-los pelo bom trabalho. \u201cAs empresas precisam se tornar mais flex\u00edveis\u201d, diz Anderson Sant\u2019Anna, professor da Funda\u00e7\u00e3o Dom Cabral, escola de neg\u00f3cios de Minas Gerais.<\/p>\n<p>Mas esse tipo de atua\u00e7\u00e3o tem suas particularidades e, em muitas companhias, a pr\u00e1tica j\u00e1 existe informalmente, mesmo sem a nomenclatura.<\/p>\n<p><strong>D\u00favidas no caminho <\/strong><\/p>\n<p>Esse tipo de atua\u00e7\u00e3o ainda gera d\u00favidas nos profissionais. Porque, mesmo sendo uma mistura de gest\u00e3o com especializa\u00e7\u00e3o, muitos t\u00e9cnicos n\u00e3o t\u00eam certeza sobre se querem ou n\u00e3o ser l\u00edderes \u2014 ainda que mantenham suas fun\u00e7\u00f5es mais pr\u00e1ticas. \u201c\u00c9 preciso ter muita clareza sobre as fun\u00e7\u00f5es para que as expectativas n\u00e3o se frustrem\u201d, diz M\u00e1rcia Boessio, de 42 anos, coordenadora de enfermagem do S\u00edrio-Liban\u00eas, que supervisiona a forma\u00e7\u00e3o das enfermeiras. Por isso, \u00e9 importante, na hora de uma promo\u00e7\u00e3o, entender exatamente quais ser\u00e3o as novas atribui\u00e7\u00f5es e como ser\u00e1 o equil\u00edbrio entre gest\u00e3o e parte pr\u00e1tica. \u201cA empresa precisa apoiar e acompanhar o profissional nas exig\u00eancias de cada \u00e1rea, sen\u00e3o n\u00e3o d\u00e1 certo\u201d, afirma M\u00e1rcia.<\/p>\n<p><strong>Revis\u00e3o de conceitos <\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 ainda o mito de que, para ser bem-sucedido, \u00e9 necess\u00e1rio ter uma carreira gerencial a qualquer custo. Mas, dependendo de seu perfil, a gest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o melhor caminho \u2014 porque n\u00e3o d\u00e1, de fato, satisfa\u00e7\u00e3o pessoal. \u201cO brasileiro tem de ver com outros olhos o crescimento lateral\u201d, afirma Denise Delboni, professora da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas de S\u00e3o Paulo. \u201cCrescer em W \u00e9 aumentar a empregabilidade e, tamb\u00e9m, o repert\u00f3rio pessoal.\u201d<\/p>\n<p><strong>Novas habilidades <\/strong><\/p>\n<p>Mesmo mantendo o trabalho de t\u00e9cnico, um profissional que passe para a carreira em W ter\u00e1 de desenvolver compet\u00eancias espec\u00edficas de lideran\u00e7a de pessoas, como gest\u00e3o de relacionamentos interpessoais, feedback e tomada mais r\u00e1pida de decis\u00f5es. Esse foi um dos desafios de Fernando Silva, de 26 anos, respons\u00e1vel pela \u00e1rea de log\u00edstica da Embraco, fabricante de compressores de Santa Catarina. Formado em engenharia, ele teve de trabalhar pontos que nada tinham a ver com sua forma\u00e7\u00e3o. \u201cPercebi que, nessa nova fun\u00e7\u00e3o, precisava melhorar minha confian\u00e7a\u201d, diz Fernando. Isso porque outro desafio dos t\u00e9cnicos-gestores \u00e9 pensar na empresa estrategicamente e, assim, tomar decis\u00f5es mais abrangentes. \u201cNa carreira antiga era dif\u00edcil manter as quest\u00f5es alinhadas com as dos especialistas em outras \u00e1reas. Agora \u00e9 bem mais f\u00e1cil\u201d, afirma Fernando.<\/p>\n<p><strong>Aumento do reconhecimento <\/strong><\/p>\n<p>Do lado das empresas, a carreira em W \u00e9 uma maneira de reconhecer e aumentar a sensa\u00e7\u00e3o de satisfa\u00e7\u00e3o dos t\u00e9cnicos. \u201cOs l\u00edderes de projeto precisavam de estrutura\u201d, diz Lorena Viscomi, l\u00edder de recursos humanos da Embraco. Do lado dos profissionais, a mudan\u00e7a pode servir para dar novo f\u00f4lego ao trabalho, como ocorreu com Sandro Osni Bunch, de 52 anos, especialista em compras da Embraco, h\u00e1 30 anos na empresa. \u201cEu me sinto desafiado a atingir outros resultados\u201d, diz Sandro. \u201cA maneira como atuo n\u00e3o mudou, mas a r\u00e9gua \u00e9 diferente e tenho mais clareza sobre o que a empresa espera de meu trabalho.\u201d<\/p>\n<p><strong>Mais press\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Ao mesmo tempo que h\u00e1 uma quebra de paradigmas com esse tipo de carreira, \u00e9 poss\u00edvel que os profissionais se sintam mais pressionados. \u201cA press\u00e3o aumenta, pois um excelente t\u00e9cnico nem sempre aguenta ou quer desenvolver atributos relacionais\u201d, afirma Anderson Sant\u2019Anna, da Funda\u00e7\u00e3o Dom Cabral. Outro ponto delicado \u00e9 que nem sempre as empresas recompensam o aumento da complexidade do trabalho \u2014 e a\u00ed surge a sensa\u00e7\u00e3o de que as atribui\u00e7\u00f5es cresceram, mas o sal\u00e1rio continuou o mesmo. \u201c\u00c9 preciso fazer ajustes e formalizar as compet\u00eancias para garantir a compensa\u00e7\u00e3o salarial\u201d, afirma Denise.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Por B\u00e1rbara N\u00f3r, da Voc\u00ea S\/A | Fonte: Exame.com<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O fisioterapeuta Wellington Yamaguti, de 35 anos, come\u00e7ou a trabalhar no Hospital S\u00edrio-Liban\u00eas, em S\u00e3o Paulo, em 2005. Wellington entrou como fisioterapeuta na \u00e1rea assistencial, at\u00e9 ser promovido a s\u00eanior em 2010. Sua paix\u00e3o, no entanto, sempre foi estudar. Fez mestrado e doutorado, paralelamente \u00e0 carreira no hospital, para atuar com ensino e pesquisa. Hoje, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":52,"featured_media":12711,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[932],"post_folder":[],"class_list":["post-7156","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-carreira","tag-carreira-em-w"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7156","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/52"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7156"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7156\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12713,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7156\/revisions\/12713"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12711"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7156"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7156"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7156"},{"taxonomy":"post_folder","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/post_folder?post=7156"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}