{"id":7178,"date":"2015-12-29T08:00:51","date_gmt":"2015-12-29T11:00:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=7178"},"modified":"2016-04-07T13:03:41","modified_gmt":"2016-04-07T16:03:41","slug":"infelizes-no-trabalho-por-serem-infelizes-na-vida-ou-o-contrario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/comportamento\/infelizes-no-trabalho-por-serem-infelizes-na-vida-ou-o-contrario\/","title":{"rendered":"Infelizes no trabalho por serem infelizes na vida ou o contr\u00e1rio?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>Ser\u00e1 que as pessoas que s\u00e3o primariamente infelizes na vida parecem ter menos chance de encontrar satisfa\u00e7\u00e3o no trabalho? E mesmo quando encontram um trabalho altamente gratificante t\u00eam menos chance de disseminar a felicidade que ele gera pelo aspecto mais geral da vida da pessoa?<\/em><\/p>\n<p>J\u00e1 n\u00e3o \u00e9 de hoje que muitos psic\u00f3logos procuram pelo segredo da felicidade no trabalho. E uma das perguntas que eles fazem \u00e9 sobre o que vem primeiro: se as pessoas s\u00e3o infelizes no trabalho por serem infelizes na vida, ou s\u00e3o infelizes na vida por serem infelizes no trabalho?<\/p>\n<p>Em busca de uma resposta, Nathan Bowling e seus colegas, da Wright State University, nos Estados Unidos, debru\u00e7aram-se sobre os resultados de 223 estudos cient\u00edficos realizados durante 41 anos.<\/p>\n<p>O trabalho consistiu em uma meta-an\u00e1lise de uma amostra selecionada das pesquisas cient\u00edficas que j\u00e1 investigaram a rela\u00e7\u00e3o entre a felicidade no trabalho e felicidade na vida como um todo. Eles contam que usaram os estudos que avaliaram estes fatores em dois momentos diferentes, para que pudessem entender melhor as rela\u00e7\u00f5es causais entre a satisfa\u00e7\u00e3o no trabalho e a satisfa\u00e7\u00e3o com a vida.<\/p>\n<p>Os resultados mostraram que o nexo causal entre o bem-estar subjetivo precedendo um maior n\u00edvel de satisfa\u00e7\u00e3o no trabalho \u00e9 muito mais forte do que a liga\u00e7\u00e3o entre a satisfa\u00e7\u00e3o no trabalho e os n\u00edveis subsequentes de bem-estar subjetivo. Ou seja, as pessoas que s\u00e3o primariamente infelizes na vida parecem ter menos chance de encontrar satisfa\u00e7\u00e3o no trabalho. E mesmo um trabalho altamente gratificante tem menos chance de disseminar a felicidade que ele gera pelo aspecto mais geral da vida da pessoa.<\/p>\n<p>Os resultados sugerem que se as pessoas s\u00e3o, ou est\u00e3o predispostas a serem felizes e satisfeitas na vida em geral, ent\u00e3o elas mais provavelmente ser\u00e3o felizes e satisfeitas no seu trabalho. No entanto, o rev\u00e9s desta descoberta pode ser que essas pessoas que est\u00e3o insatisfeitas em geral e que buscam a felicidade atrav\u00e9s do seu trabalho poder\u00e3o n\u00e3o encontr\u00e1-la. E mergulhar no trabalho tamb\u00e9m n\u00e3o as far\u00e1 aumentar o seu n\u00edvel atual de felicidade.<\/p>\n<p>Recentemente, o site Di\u00e1rio da Sa\u00fade publicou que apesar de as pesquisas mostrarem que a felicidade \u00e9 contagiante, o crescente interesse da ci\u00eancia pela felicidade tem mostrado pouca rela\u00e7\u00e3o entre o bem-estar global e as quest\u00f5es materiais. E por que isso acontece?<\/p>\n<p>Porque terapia traz felicidade 32 vezes mais do que dinheiro, porque dinheiro s\u00f3 traz felicidade se comprar experi\u00eancias, e n\u00e3o bens materiais; porque felicidade \u00e9 ter o que voc\u00ea quer, querer o que voc\u00ea tem ou as duas coisas e porque o foco da felicidade deve estar nas pequenas quest\u00f5es di\u00e1rias. Conclus\u00e3o: dinheiro ajuda, mas n\u00e3o compra felicidade.<\/p>\n<p><strong>A felicidade e suas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O livro Executivos \u2013 Sucesso e Infelicidade, dos pesquisadores Betania Tanure, Antonio Carvalho Neto e Juliana Oliveira Braga, mostra que 84% dos executivos das empresas brasileiras de modo geral est\u00e3o infelizes.<\/p>\n<p>Lendo os resultados da pesquisa, conclui-se que alguns setores, como o de telecomunica\u00e7\u00f5es, as empresas comerciais e os bancos, devem repensar urgentemente a qualidade de vida que v\u00eam impondo a seus funcion\u00e1rios. Ningu\u00e9m est\u00e1 t\u00e3o insatisfeito com a pr\u00f3pria sa\u00fade quanto os gestores do setor banc\u00e1rio. Os mais insatisfeitos com o elevado n\u00edvel de cobran\u00e7as por resultados na empresa s\u00e3o os gestores de companhias comerciais. No extremo oposto, os mais satisfeitos nessa \u00e1rea s\u00e3o os funcion\u00e1rios de servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Os mais insatisfeitos com a carga de trabalho s\u00e3o os executivos de telecoms. Os gestores de companhias comerciais declararam sempre ter, por conta da tens\u00e3o, dor de cabe\u00e7a ou dor nos m\u00fasculos do pesco\u00e7o e ombros, e muitos deles precisam tomar algum medicamento para dormir vez por outra. Entre os executivos que disseram sentir-se \u201cmuito estressados\u201d, os que trabalham em bancos chamaram a aten\u00e7\u00e3o. Eles tamb\u00e9m se destacaram entre os que declararam que suas empresas passam por uma mudan\u00e7a radical. J\u00e1 o adjetivo \u201cinfelizes\u201d teve uso bem mais acentuado entre os profissionais de telecoms. \u00c9 importante observar, contudo, que entre as empresas que t\u00eam feito algo para minimizar a tens\u00e3o de seus executivos, os bancos aparecem em n\u00famero significativamente maior que outros setores. J\u00e1 as telecoms s\u00e3o maioria entre as que n\u00e3o fazem nada nesse sentido. Mas como saber o que vai acontecer em cada empresa quando entramos para trabalhar?<\/p>\n<p>Jack Welch afirma que \u00e9 quase imposs\u00edvel saber para onde o levar\u00e1 qualquer emprego espec\u00edfico. Ele diz que se voc\u00ea conhecer algu\u00e9m que tenha seguido rigorosamente um plano de carreira, tente n\u00e3o se sentar ao seu lado num jantar, porque deve ser um chato. Contudo, ele ressalta que n\u00e3o podemos deixar tudo s\u00f3 por conta do destino. \u201cUm bom emprego pode ser fonte de entusiasmo e dar significado \u00e0 sua vida, assim como um mau emprego talvez o transforme em um morto vivo\u201d. E como encontrar o emprego certo?<\/p>\n<p>Welch sugere submeter-se ao mesmo processo interativo tortuoso, demorado e cheio de altos e baixos pelos quais passam quase todos os seres mortais que trabalham. \u201cVoc\u00ea consegue um emprego, descobre o que lhe agrada e desagrada, as coisas em que \u00e9 bom e \u00e9 ruim, e com o tempo muda de emprego em busca de algo em que se encaixe melhor. E repete o processo, at\u00e9 que um dia percebe que est\u00e1 no emprego certo. Gosta de seu trabalho, e sabe que est\u00e1 fazendo escolhas e ren\u00fancias aceit\u00e1veis\u201d.<\/p>\n<p>Ele afirma que todos os empregos s\u00e3o um jogo que pode aumentar ou diminuir suas escolhas, e poucos empregos s\u00e3o perfeitos, mas que encontrar o emprego certo \u00e9 perfeitamente poss\u00edvel. Como? Jack defende que a maioria dos empregos emitem sinais do grau em que s\u00e3o adequados \u00e0s suas caracter\u00edsticas ou n\u00e3o. Ele enfatiza que esses sinais, bons e maus, se aplicam a todos os cargos, em todos os n\u00edveis em uma organiza\u00e7\u00e3o. Portanto, \u00e9 preciso estar preparado muito mais para escolher, do que para ser escolhido. Afinal, a maioria das pessoas \u00e9 feliz, quando decide ser.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Por Alessandra Assad * \/ Fonte: Administradores.com<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">* Alessandra Assad \u00e9 formada em jornalismo, com p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Comunica\u00e7\u00e3o Audiovisual e MBA em Dire\u00e7\u00e3o Estrat\u00e9gica. De 2003 a 2009, atuou como diretora de Reda\u00e7\u00e3o da revista VendaMais, a maior revista de vendas do Brasil e desde 2006 \u00e9 s\u00f3cia idealizadora da ASSIM ASSAD &#8211; Desenvolvimento Humano. \u00c9 autora dos livros Atreva-se a Mudar! &#8211; Como praticar a melhor gest\u00e3o de pessoas e processos (Thomas Nelson), Leve o Cora\u00e7\u00e3o para o Trabalho (Qualitymark) e A Arte da Guerra para Gest\u00e3o de Equipes (apenas para comunidade Europ\u00e9ia). Em 2014, teve seus tr\u00eas livros publicados na Europa pela Editora TopBooks Internacional.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ser\u00e1 que as pessoas que s\u00e3o primariamente infelizes na vida parecem ter menos chance de encontrar satisfa\u00e7\u00e3o no trabalho? E mesmo quando encontram um trabalho altamente gratificante t\u00eam menos chance de disseminar a felicidade que ele gera pelo aspecto mais geral da vida da pessoa? 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