{"id":7225,"date":"2015-01-12T08:00:16","date_gmt":"2015-01-12T11:00:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=7225"},"modified":"2015-12-16T11:29:14","modified_gmt":"2015-12-16T14:29:14","slug":"aprenda-a-aprender","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/carreira\/aprenda-a-aprender\/","title":{"rendered":"Aprenda a aprender"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>Quer melhorar o modo como voc\u00ea adquire conhecimento? Aqui v\u00e3o algumas dicas de um jornalista cient\u00edfico americano.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/aprenda-a-aprender\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7226\" src=\"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/blog-aprenda-a-aprender.jpg\" alt=\"blog-aprenda-a-aprender\" width=\"540\" height=\"360\" srcset=\"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/blog-aprenda-a-aprender.jpg 540w, https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/blog-aprenda-a-aprender-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u00a0Manter o foco. Ser obsessivo nos treinos. Concentrar-se por longos per\u00edodos. Essas t\u00eam sido algumas das principais recomenda\u00e7\u00f5es para tornar-se um profissional extraordin\u00e1rio. S\u00e3o recomenda\u00e7\u00f5es quase \u00f3bvias\u2026 mas talvez equivocadas. No livro How We Learn (\u201cComo aprendemos\u201d), lan\u00e7ado em setembro nos Estados Unidos, Benedict Carey, rep\u00f3rter de ci\u00eancias do New York Times, afirma que muito do que pensamos saber sobre aprendizado est\u00e1 errado.<\/p>\n<p>Tome o famoso mantra das 10 mil horas de treino, por exemplo. Essa tese, popularizada pelo escritor Malcolm Gladwell no livro Fora de S\u00e9rie d\u00e1 um valor num\u00e9rico a uma no\u00e7\u00e3o basicamente irrefut\u00e1vel: quem treina mais fica melhor. H\u00e1 nuances, por\u00e9m. Numa experi\u00eancia feita em 1978, dois grupos de crian\u00e7as treinaram arremessar uma bolinha num alvo. Um grupo treinou apenas o arremesso a 1 metro de dist\u00e2ncia. Um segundo grupo alternava as dist\u00e2ncias de meio metro e 1,5 metro. Depois de 12 semanas de treino, veio o teste, apenas na dist\u00e2ncia de 1 metro \u2013 a mesma treinada pelo primeiro grupo. Mas o segundo grupo teve desempenho muito melhor. Por qu\u00ea? A conclus\u00e3o foi que a varia\u00e7\u00e3o \u00e9 mais eficiente que o foco. Ela nos for\u00e7a a avaliar e incorporar ajustes em condi\u00e7\u00f5es diversas.<\/p>\n<p>Em 2006, os psic\u00f3logos Robert Bjork e Nate Kornell chegaram a uma conclus\u00e3o similar, testando m\u00e9todos para ensinar o estilo de pintores cl\u00e1ssicos. Um grupo estudou apenas os artistas sobre os quais haveria um teste. Mas um segundo grupo, que distribuiu o tempo estudando tamb\u00e9m artistas menos importantes, aprendeu mais. Diversificar, portanto, faz sentido. Mas dentro de um campo relacionado ao alvo.<\/p>\n<p>Diversificar o ambiente tamb\u00e9m melhora a reten\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es, segundo estudos. N\u00e3o s\u00f3 o espa\u00e7o f\u00edsico. Pode ser a altera\u00e7\u00e3o da m\u00fasica ou a troca da ordem do material estudado. A hip\u00f3tese, aqui, \u00e9 que uma certa desordem obriga o c\u00e9rebro a se esfor\u00e7ar para criar sentido. Numa experi\u00eancia, alunos que leram um texto de Franz Kafka, um mestre dos contos absurdos, se deram30% melhor em um teste de reconhecimento de padr\u00f5es.<\/p>\n<p>Interromper o estudo tamb\u00e9m faz bem. Quando voc\u00ea larga um problema, seu c\u00e9rebro continua lidando com ele. E voc\u00ea come\u00e7a a perceber conex\u00f5es antes ocultas. Ou seja, um bom modo de atacar um problema \u00e9 inici\u00e1-lo e abandon\u00e1-lo por um tempo. Mas, para colher os efeitos da interrup\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso que se chegue a um impasse. E ningu\u00e9m sabe dizer tampouco qual a f\u00f3rmula \u2013 quanto tempo voc\u00ea deve ficar longe do problema, que atividades buscar nesse per\u00edodo etc.<\/p>\n<p>Sabe-se, no entanto, que o sono ajuda. Alunos que dormem entre o estudo e o teste tiram notas entre 10% e 30% maiores. E a soneca, de pouco mais de uma hora, tem o mesmo efeito.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea seguir essas recomenda\u00e7\u00f5es, estar\u00e1 mais bem preparado para um teste, de acordo com Carey. Mas a\u00ed vai mais uma dica: n\u00e3o espere para fazer o teste depois de se preparar. Fa\u00e7a-o antes de estudar. Uma prova n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um jeito de medir o que voc\u00ea sabe. Ela altera o que voc\u00ea lembra e muda o modo como voc\u00ea vai organizar o conhecimento. Em outras palavras, as tentativas de acertar n\u00e3o s\u00e3o meros fracassos. Elas mudam a forma como encaramos o problema \u2013 e nos tornam mais atentos e participativos na hora de aprender a resolv\u00ea-lo.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\">Por David Cohen \/ Fonte: \u00c9poca Neg\u00f3cios<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quer melhorar o modo como voc\u00ea adquire conhecimento? Aqui v\u00e3o algumas dicas de um jornalista cient\u00edfico americano. \u00a0Manter o foco. 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