{"id":7295,"date":"2016-02-19T16:29:50","date_gmt":"2016-02-19T19:29:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=7295"},"modified":"2016-04-06T17:13:21","modified_gmt":"2016-04-06T20:13:21","slug":"esta-procurando-emprego-saiba-como-se-recolocar-no-mercado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/noticias\/esta-procurando-emprego-saiba-como-se-recolocar-no-mercado\/","title":{"rendered":"Est\u00e1 procurando emprego? Saiba como se recolocar no mercado"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>Profissional deve ter foco quando procura e analisa propostas de sal\u00e1rios.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Rodrigo Rodrigues e Renata Massara t\u00eam uma hist\u00f3ria parecida para contar: foram demitidos no primeiro semestre deste ano em um corte de funcion\u00e1rios promovido pelas empresas em que trabalhavam. Com a crise econ\u00f4mica, a demanda de trabalho e o faturamento de algumas companhias ca\u00edram e, com isso, uma das sa\u00eddas encontradas para equilibrar as contas foi cortar despesas e funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>&#8220;A ag\u00eancia de publicidade em que trabalhava estava com menos clientes e o faturamento foi caindo. Por ter um sal\u00e1rio alto acabei sendo demitido para cortar gastos. Fui pego de surpresa em uma sexta-feira&#8221;, conta o diretor de arte e cria\u00e7\u00e3o Rodrigo Rodrigues, de 32 anos.<\/p>\n<p>Em julho deste ano,\u00a0o pa\u00eds fechou mais de 157 mil vagas de emprego com carteira assinada, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O resultado marcou o quarto m\u00eas seguido de demiss\u00f5es na economia brasileira e tamb\u00e9m o pior para este m\u00eas desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica do Minist\u00e9rio do Trabalho para este indicador, em 1992. No acumulado dos sete primeiros meses de 2015 ainda segundo dados oficiais, foram fechados 494.386.<\/p>\n<p>Apesar das dificuldades, ambos conseguiram se recolocar no mercado de trabalho em pouco tempo: Renata ficou 2 meses sem trabalhar, e Rodrigo ficou cerca de 1 m\u00eas sem emprego. Mas eles precisaram aceitar condi\u00e7\u00f5es inferiores \u00e0 que tinham antes da demiss\u00e3o \u2013 os dois voltaram a trabalhar com sal\u00e1rios menores que os anteriores, uma das alternativas indicadas pelos especialistas (veja abaixo) para &#8220;dar a volta&#8221; na crise.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de Renata e Rodrigo \u00e9 comum. Segundo especialistas ouvidos pelo\u00a0<strong>G1<\/strong>, encontrar uma vaga no mercado de trabalho est\u00e1 mais dif\u00edcil e, al\u00e9m disso, os sal\u00e1rios n\u00e3o s\u00e3o mais os mesmos. Por isso, os profissionais acabam procurando vagas por mais tempo e disputando com muitos outros candidatos.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 mais comum termos pessoas que se recolocam para ganhar menos. A decis\u00e3o de aceitar ou n\u00e3o depende muito dos gastos e custos mensais. \u00c9 l\u00f3gico que todo mundo quer continuar ganhando o que ganhava e ter um aumento, mas o mercado n\u00e3o tem se mostrado t\u00e3o receptivo&#8221;, afirma Luis Fernando Martins, diretor da Hays.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Veja abaixo 8 dicas para se recolocar no mercado:<\/p>\n<p><strong><br \/>\nAvaliar seu curr\u00edculo<\/strong><\/p>\n<p>Segundo Ricardo Ribas, gerente executivo da Page Personnel, o primeiro passo \u00e9 atualizar o curr\u00edculo e lembrar de suas experi\u00eancias. &#8220;Tem muita gente que fica muito tempo sem procurar emprego e esquece como fazer o curr\u00edculo. Montar um bom curr\u00edculo com experi\u00eancias, t\u00e9cnicas, cursos \u00e9 importante para ter um bom material quando o candidato for se cadastrar em sites de emprego&#8221;, ressalta.<\/p>\n<p><strong>Definir um plano de voo<\/strong><\/p>\n<p>O profissional precisa definir qual ser\u00e1 a sua estrat\u00e9gia na hora de procurar um novo emprego. Ele deve determinar se vai continuar na mesma \u00e1rea, quais empresas vai buscar, por quanto tempo vai procurar uma oportunidade com uma determinada remunera\u00e7\u00e3o, se est\u00e1 disposto a ter uma queda de rendimentos e de cargo para se recolocar.<\/p>\n<p>&#8220;Se ele n\u00e3o souber para onde quer ir e onde quer chegar, ele n\u00e3o vai saber qual caminho adotar. O plano de voo tem que definir uma meta&#8221;, aponta Luis Fernando Martins, diretor da Hays.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Use todas as redes na hora de buscar<\/strong><\/p>\n<p>Sites de emprego, sites das empresas, networking, indica\u00e7\u00e3o de amigos, grupos em redes sociais e ajuda da fam\u00edlia s\u00e3o apenas alguns exemplos de como os profissionais podem procurar uma nova oportunidade.<\/p>\n<p>Mas a rede de relacionamentos \u00e9 destacada pelos especialistas como uma das ferramentas mais indicadas. &#8220;\u00c9 sempre a maneira mais eficaz, j\u00e1 que algumas posi\u00e7\u00f5es s\u00e3o abertas apenas dentro das empresas antes de serem divulgadas&#8221;, ressalta Flavia Mentone, gerente de RH e diversidade da consultoria Sem Barreiras.<\/p>\n<p><strong>Evite se inscrever para todas as vagas<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com todos os especialistas ouvidos pelo\u00a0<strong>G1<\/strong>, perder o foco e se inscrever para todas as vagas que aparecem \u00e9 um dos grandes erros dos candidatos. Ribas lembra que o profissional pode acabar aceitando uma vaga que n\u00e3o tem o seu perfil e depois fica mais dif\u00edcil para se recolocar novamente<strong>.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Cuidados na entrevista<\/strong><\/p>\n<p>A entrevista ainda \u00e9 o cart\u00e3o de visitas do profissional. Dessa forma, \u00e9 importante que ele fa\u00e7a a sua li\u00e7\u00e3o de casa: estude sobre a empresa e a vaga, saiba explicar e exemplificar suas experi\u00eancias e mostrar como pode contribuir para o cargo em quest\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Analisar propostas e sal\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Em momentos de crise, muitas vezes \u00e9 preciso aceitar reduzir o sal\u00e1rio e cortar alguns gastos do or\u00e7amento&#8221;, lembra Flavia. O profissional precisa estar pronto para estudar as propostas que receber, mesmo que os sal\u00e1rios e o cargo n\u00e3o sejam os mais atrativos.<\/p>\n<p>&#8220;Se ele acredita que vai ter uma boa chance na empresa, de m\u00e9dio a longo prazo, \u00e9 o momento de arriscar&#8221;, completa Ribas.<\/p>\n<p><strong>Emprego e projetos tempor\u00e1rios podem ser op\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Os profissionais podem aproveitar as oportunidades tempor\u00e1rias que surgirem enquanto estiverem desempregados. Al\u00e9m de ajudarem no f\u00f4lego financeiro, elas tamb\u00e9m podem trazer novos conhecimentos. &#8220;Mas caso n\u00e3o haja uma real oportunidade de efetiva\u00e7\u00e3o \u00e9 importante que ele n\u00e3o pare a busca por uma posi\u00e7\u00e3o permanente&#8221;, lembra Martins.<\/p>\n<p><strong>\u201cDe olho\u201d nas finan\u00e7as<\/strong><\/p>\n<p>Quem fica desempregado tem que saber por quanto tempo suas reservas financeiras ser\u00e3o suficientes para manter seus gastos. Segundo Martins, a estrat\u00e9gia tra\u00e7ada no in\u00edcio da procura j\u00e1 deve ter essas previs\u00f5es. &#8220;O profissional deve saber por quanto tempo consegue se sustentar buscando vagas com o perfil que deseja e depois quando vai buscar posi\u00e7\u00f5es de n\u00edveis menores para que a sua sa\u00fade financeira n\u00e3o seja comprometida&#8221;.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Indica\u00e7\u00e3o do ex-chefe<br \/>\n<\/strong><br \/>\nA principal preocupa\u00e7\u00e3o de Rodrigo Rodrigues, de 32 anos, quando foi demitido, ap\u00f3s quase tr\u00eas anos no mesmo emprego, foi a sua fam\u00edlia. Casado e com um filho pequeno, ele sabia que teria que se recolocar no mercado o mais r\u00e1pido poss\u00edvel para ajudar a esposa com as contas da casa. &#8220;Eu tive todo o apoio poss\u00edvel da fam\u00edlia, mas \u00e9 dif\u00edcil por causa das responsabilidades&#8221;, conta.<\/p>\n<p>Ele foi demitido em mar\u00e7o deste ano e conseguiu um novo emprego um m\u00eas depois com a indica\u00e7\u00e3o do seu ex-chefe. Hoje, ele est\u00e1 em uma outra ag\u00eancia de publicidade, mas os rendimentos acabaram caindo.<\/p>\n<p>&#8220;Acho que todos n\u00f3s temos aquela vontade de que as coisas melhorem e que o retorno venha, mas eu tinha aconsci\u00eancia da situa\u00e7\u00e3o do mercado e como tudo o que estava acontecendo estava influenciando a \u00e1rea em que trabalho. Ent\u00e3o, preferi estar empregado, mesmo ganhando um sal\u00e1rio bem menor do que recebia antes do que continuar procurando e n\u00e3o sabendo o que poderia acontecer mais pra frente&#8221;.<\/p>\n<p>No novo emprego h\u00e1 quase 5 meses, Rodrigues considera que teve um bom recome\u00e7o e que tem oportunidades de crescer. &#8220;Estou mostrando o meu trabalho e isso me deixa muito contente e empolgado.&#8221;<\/p>\n<p>Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Profissional deve ter foco quando procura e analisa propostas de sal\u00e1rios. Rodrigo Rodrigues e Renata Massara t\u00eam uma hist\u00f3ria parecida para contar: foram demitidos no primeiro semestre deste ano em um corte de funcion\u00e1rios promovido pelas empresas em que trabalhavam. 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