{"id":7337,"date":"2016-03-07T11:46:30","date_gmt":"2016-03-07T14:46:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=7337"},"modified":"2016-04-06T15:45:44","modified_gmt":"2016-04-06T18:45:44","slug":"a-importancia-do-poder-de-adaptacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/carreira\/a-importancia-do-poder-de-adaptacao\/","title":{"rendered":"A import\u00e2ncia do poder de adapta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O momento de desacelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica pelo qual o pa\u00eds passa obriga as empresas a repensar e a reestruturar rapidamente os modelos de neg\u00f3cios \u2014 e voc\u00ea j\u00e1 deve estar sentindo isso na pele.<\/p>\n<p>Afinal, uma das consequ\u00eancias \u00e9 a exig\u00eancia de que os profissionais se tornem velozes para se adaptar \u00e0s mudan\u00e7as com agilidade. Somem-se a isso as novas tecnologias (que n\u00e3o param de surgir e de se tornar indispens\u00e1veis) e est\u00e1 criado o desafio: ou aprendemos a ter mais flexibilidade para lidar com cen\u00e1rios diversos, ou vamos sofrer para sobreviver.<\/p>\n<p>Ter um alto poder de adapta\u00e7\u00e3o \u00e9 uma compet\u00eancia altamente valorizada no mercado de trabalho. Uma pesquisa desenvolvida pela Betania Tanure Associados, consultoria de carreira de S\u00e3o Paulo, feita em 2014 com 1 000 executivos, mostra que mais de 50% das companhias brasileiras veem a flexibilidade para resolver problemas como o principal fator que leva a uma promo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mudar pode ser assustador, mas \u00e9 bom porque a adapta\u00e7\u00e3o aumenta a velocidade de racioc\u00ednio, ajuda na tomada de decis\u00e3o e torna as pessoas mais resistentes \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o. \u201cQuem desenvolve a flexibilidade enxerga as possibilidades trazidas pela crise em vez de se apegar ao desconhecido e n\u00e3o fica paralisado\u201d, diz Patricia Cotton, especialista em transforma\u00e7\u00e3o, do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Antes de se desesperar achando que sua carreira est\u00e1 correndo perigo, saiba que h\u00e1 ferramentas capazes de mudar comportamentos. \u201cEstamos migrando da era do conhecimento para a era da criatividade, em que profissionais e organiza\u00e7\u00f5es s\u00e3o capazes de inovar conectados \u00e0s demandas reais do mundo\u201d, afirma Patricia. Ter vontade e curiosidade de aprender \u00e9 o primeiro passo para se engajar numa trajet\u00f3ria de mudan\u00e7as \u2014 que ser\u00e1 constante.<\/p>\n<p><strong>PARE DE RESISTIR<\/strong><\/p>\n<p>Os processos de adapta\u00e7\u00e3o, segundo a consultora Betania Tanure, passam por quatro fases importantes: \u201ceu preciso fazer a mudan\u00e7a\u201d, \u201ceu quero fazer a mudan\u00e7a\u201d, \u201ceu sei fazer a mudan\u00e7a\u201d e \u201ceu fa\u00e7o a mudan\u00e7a\u201d \u2014 na vida real, essas etapas n\u00e3o ocorrem t\u00e3o sequencialmente.<\/p>\n<p>A percep\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o se \u00e9 valorizado pelas entregas, a redu\u00e7\u00e3o de convites para reuni\u00f5es, al\u00e9m da emiss\u00e3o de coment\u00e1rios desmotivadores diante das novidades (que costumam contaminar o ambiente) s\u00e3o sintomas t\u00edpicos de pessoas resistentes a reestrutura\u00e7\u00f5es. A causa da apreens\u00e3o pode variar.<\/p>\n<p>Muitos n\u00e3o se sentem desafiados ou precisam encontrar um prop\u00f3sito. Alguns s\u00e3o inseguros quanto \u00e0s pr\u00f3prias compet\u00eancias. Outros temem que sua posi\u00e7\u00e3o seja ocupada por gente mais jovem, disposta a receber sal\u00e1rio menor. \u201cPara n\u00e3o perder o bonde, \u00e9 preciso refletir sobre a raz\u00e3o para a resist\u00eancia e estruturar uma jornada de aprendizagem\u201d, afirma Betania.<\/p>\n<p>A vis\u00e3o paternalista de que a empresa deve resolver todas as quest\u00f5es dos profissionais n\u00e3o funciona mais, pois a instabilidade do mercado dificulta previs\u00f5es para o futuro de qualquer companhia. Fazer proje\u00e7\u00f5es para cada funcion\u00e1rio, nessa realidade, \u00e9 ut\u00f3pico.<\/p>\n<p>Daqui para a frente, \u00e9 preciso entender que carreira \u00e9 uma quest\u00e3o de responsabilidade individual \u2014 e que, para crescer, \u00e9 necess\u00e1rio se adaptar a novos (e at\u00e9 impens\u00e1veis) cen\u00e1rios. \u201cA flexibilidade ser\u00e1 crit\u00e9rio eliminat\u00f3rio para posi\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7a, especialmente em \u00e1reas como marketing, vendas e tecnologia\u201d, diz Fabricio Velasco, gerente da Hays, empresa de recrutamento de S\u00e3o Paulo. Funcion\u00e1rios flex\u00edveis s\u00e3o \u00fateis em diversas \u00e1reas e podem sobreviver aos mais severos processos de reestrutura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>ESTABILIDADE X CRESCIMENTO<\/strong><\/p>\n<p>Entre a maioria dos profissionais, no entanto, o objetivo \u00e9 alcan\u00e7ar a estabilidade no emprego. As transforma\u00e7\u00f5es corporativas, nesse contexto, s\u00e3o vil\u00e3s. A cada programa de reestrutura\u00e7\u00e3o implantado, estima-se que 33% dos empregados se declarem abertamente contr\u00e1rios e outros 33% apresentem receio, conforme revela uma pesquisa feita por Se\u00e1n Meehan, professor de marketing e gest\u00e3o do IMD, escola de neg\u00f3cios su\u00ed\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cA porcentagem de indiv\u00edduos avessos \u00e0s transi\u00e7\u00f5es est\u00e1 pr\u00f3xima dos 50%, j\u00e1 que muita gente n\u00e3o d\u00e1 publicamente sua opini\u00e3o\u201d, diz Se\u00e1n (leia a entrevista acima).<a href=\"http:\/\/exame.abril.com.br\/revista-voce-sa\/noticias\/ja-ouviu-falar-nos-executivos-nimby\">O especialista criou o conceito not in my back yard (Nimby)<\/a>\u00a0\u2014 \u201cn\u00e3o no meu quintal\u201d, em portugu\u00eas \u2014 para explicar a rea\u00e7\u00e3o negativa das pessoas diante de novos projetos.<\/p>\n<p>Quanto mais engessada for a estrutura hier\u00e1rquica da organiza\u00e7\u00e3o, maior ser\u00e1 a incid\u00eancia de pessoas que usam a autoridade para barrar novas iniciativas \u2014 uma aparente tentativa de prote\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio poder, que pode, na verdade, colocar em xeque a progress\u00e3o de carreira.<\/p>\n<p>Atual\u00admente, no Brasil, apenas 15% dos profissionais consideram seu emprego est\u00e1vel, como mostra uma pesquisa da Hays, empresa de recrutamento de executivos, que ainda revela que cerca de 60% dos funcion\u00e1rios n\u00e3o est\u00e3o buscando novos desafios dentro de suas fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em conson\u00e2ncia com esse comportamento, a pesquisa Talento Brasileiro, da Etalent, que entrevistou mais de 1,3 milh\u00e3o de pessoas, mostra que 30% dos pro\u00ad\u00ad\u00ad\u00adfissionais brasileiros desejam ter um trabalho organizado, com planejamento estruturado de crescimento.<\/p>\n<p>Ainda sonhamos com o modelo de emprego que vigorava na d\u00e9cada de 80. Mas essa prefer\u00eancia n\u00e3o combina com o momento atual, em que as empresas valorizam, em termos de cargos e sal\u00e1rios, funcion\u00e1rios flex\u00edveis, criativos e focados em resultados imediatos. \u201c\u00c9 de nossa natureza buscar o conforto, mas os profissionais que n\u00e3o acompanham as mudan\u00e7as tendem a se marginalizar\u201d, afirma Jorge Matos, presidente da Etalent, de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Muitos executivos se acomodam em atividades que dominam e que lhes trouxeram sucesso por um tempo. \u201cOs que resistem \u00e0s transi\u00e7\u00f5es acabam presos em queixas e s\u00e3o preteridos nas promo\u00e7\u00f5es e constantemente lembrados nas demiss\u00f5es\u201d, diz Luiz Edmundo, diretor da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), de S\u00e3o Paulo. Por isso \u00e9 t\u00e3o importante estar com a mente aberta para se adaptar \u2014 s\u00f3 assim voc\u00ea consegue encarar com leveza e efici\u00eancia as v\u00e1rias mudan\u00e7as de cen\u00e1rio que v\u00e3o, inevitavelmente, ocorrer ao longo de sua carreira.<\/p>\n<p>Fonte: Exame<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O momento de desacelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica pelo qual o pa\u00eds passa obriga as empresas a repensar e a reestruturar rapidamente os modelos de neg\u00f3cios \u2014 e voc\u00ea j\u00e1 deve estar sentindo isso na pele. Afinal, uma das consequ\u00eancias \u00e9 a exig\u00eancia de que os profissionais se tornem velozes para se adaptar \u00e0s mudan\u00e7as com agilidade. 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