{"id":7942,"date":"2016-07-01T15:32:41","date_gmt":"2016-07-01T18:32:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=7942"},"modified":"2016-07-01T15:39:48","modified_gmt":"2016-07-01T18:39:48","slug":"veja-20-dicas-para-aumentar-suas-chances-de-empregabilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/dicas\/veja-20-dicas-para-aumentar-suas-chances-de-empregabilidade\/","title":{"rendered":"Veja 20 dicas para aumentar suas chances de empregabilidade"},"content":{"rendered":"<p>A porta de entrada \u00a0de entrada para o mercado de trabalho formal est\u00e1 cada vez mais estreita, especialmente para quem n\u00e3o tem experi\u00eancia, como os jovens. Para ajudar aqueles com pouca idade \u2014 e at\u00e9 dar uma forcinha a quem j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 iniciante, mas tamb\u00e9m enfrenta a escassez de oportunidades por conta da crise \u2014, o EXTRA foi atr\u00e1s de especialistas e reuniu 20 dicas que contribuem para aumentar a empregabilidade em tempos t\u00e3o dif\u00edceis.<\/p>\n<p>Um levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) mostra que os jovens de 14 a 24 anos s\u00e3o os mais afetados pelo desemprego. No quarto trimestre de 2015, o \u00edndice entre eles era de 15,25%, mas passou para 26,36%, no primeiro trimestre deste ano. Nestes tr\u00eas meses, segundo o IBGE, a taxa de desemprego geral no pa\u00eds alcan\u00e7ou 11,2% (3,2 pontos percentuais acima do observado no mesmo per\u00edodo de 2015).<\/p>\n<p>O maior desafio \u00e9 driblar as lacunas de um curr\u00edculo sem experi\u00eancias, ressaltando habilidades e comprometimento. Desempregada, Dayanna Priscila dos Santos, de 21 anos, conclui o ensino m\u00e9dio e trabalhou como operadora de caixa numa farm\u00e1cia. Ela mora no M\u00e9ier, na Zona Norte da cidade, com as irm\u00e3s e a m\u00e3e, que trabalha de dom\u00e9stica:<\/p>\n<p>\u2014 Meu sonho \u00e9 fazer faculdade de Servi\u00e7o Social e trabalhar com crian\u00e7as. O problema \u00e9 o dinheiro para pagar a mensalidade. A sa\u00edda ser\u00e1 fazer a inscri\u00e7\u00e3o no Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) ou no Prouni (Programa Universidade Para Todos).<\/p>\n<p>Com um mercado t\u00e3o competitivo e longas filas nas portas das empresas, especialistas em carreira s\u00e3o un\u00e2nimes em recomendar que o trabalhador n\u00e3o se sinta desmotivado com as respostas negativas. Segundo eles, \u00e9 preciso saber aproveitar o tempo livre e se qualificar com palestras e cursos t\u00e9cnicos e gratuitos.<\/p>\n<p>\u2014 O jovem e o trabalhador em geral querem ter empregos com carteira assinada. Mas, e quando n\u00e3o surge uma chance? O candidato faz entrevistas e n\u00e3o \u00e9 contratado. Isso pode desmotiv\u00e1-lo, mas recomendo sempre arriscar. Pense fora do lugar comum e n\u00e3o recuse trabalhos tempor\u00e1rios. \u00c9 preciso mostrar sua capacidade \u2014 recomendou o coach (orientador) financeiro Ricardo Melo.<\/p>\n<figure><strong><strong><img decoding=\"async\" class=\"inline\" src=\"http:\/\/extra.globo.com\/incoming\/19535011-282-b50\/w448\/2016-916605151-201606151754383414_20160615.jpg\" alt=\"Menor aprendiz \u00e9 oportunidade para conseguir experi\u00eancia\" \/><\/strong><\/strong><figcaption>Menor aprendiz \u00e9 oportunidade para conseguir experi\u00eancia Foto: Guilherme Pinto<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Aprendiz \u00e9 porta de entrada para o mercado de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>O programa Jovem Aprentem sido utilizado por jovens secundaristas para o primeiro contato com mercado de trabalho. Fazer parte de um projeto assim aumenta as chances de empregabilidade dos estudantes. A Lei 10.097\/2000 determina a contrata\u00e7\u00e3o de pessoas entre 14 e 24 anos, numa propor\u00e7\u00e3o de 5% a 15% do quadro geral de funcion\u00e1rios. Os jovens selecionados passam por um curso de qualifica\u00e7\u00e3o e recebem o apoio de uma equipe multidisciplinar, que os acompanha junto \u00e0 fam\u00edlia, na escola e na empresa. O per\u00edodo m\u00e1ximo de trabalho \u00e9 de dois anos, com carteira assinada e uma carga hor\u00e1ria de experi\u00eancia pr\u00e1tica. A outra parte do tempo \u00e9 dedicada \u00e0 capacita\u00e7\u00e3o te\u00f3rica em institui\u00e7\u00f5es de qualifica\u00e7\u00e3o profissional.<\/p>\n<p>A estudante Keila Rodrigues, de 21 anos, participou do Jovem Aprendiz e trabalha no setor administrativo de uma empresa de porte m\u00e9dio. Al\u00e9m do conhecimento sobre a atividade, ela afirma que o crescimento pessoal foi o mais relevante.<\/p>\n<p>\u2014 O mercado est\u00e1 dif\u00edcil, mas a pessoa tem que batalhar pelos sonhos e pela independ\u00eancia. Os recrutadores pedem experi\u00eancia, mas estamos come\u00e7ando. O programa pode ajudar nisso. Eu aprendi a fazer planilhas, ligar para os clientes&#8230; Mas o mais importante foi o contato com o mercado. S\u00e3o diferentes o relacionamento com os amigos e a fam\u00edlia e o contato no mundo profissional \u2014 disse Keila, que hoje \u00e9 universit\u00e1ria e busca est\u00e1gios.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da \u00e1rea administrativa, h\u00e1 vagas em empresas de com\u00e9rcio de bens, servi\u00e7os e turismo, lojas, supermercados, farm\u00e1cias e outros estabelecimentos.<\/p>\n<figure><strong><strong><img decoding=\"async\" class=\"inline\" src=\"http:\/\/extra.globo.com\/incoming\/19535012-f56-4ab\/w448\/13406931_10153406720966735_7571275786982830237_n.jpg\" alt=\"Novos desafios: Super qualificada, Beatriz trabalha de atendente. \u201cFico linda de touquinha\u201d\" \/><\/strong><\/strong><figcaption>Novos desafios: Super qualificada, Beatriz trabalha de atendente. \u201cFico linda de touquinha\u201d Foto: Arquivo Pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Jornalista muda de \u00e1rea para n\u00e3o ficar parada<\/strong><\/p>\n<p>Um desabafo sobre um drama vivido por mais de 11 milh\u00f5es de pessoas desempregadas em todo pa\u00eds transformou uma jornalista em celebridade na internet. Gra\u00e7as a um relato sincero em seu Facebook, ela ganhou mais de 351 mil curtidas e quase 50 mil compartilhamentos. Beatriz Franco, de 28 anos, estava sem emprego, voltou a morar com os pais e passou quatro meses sem ofertas de trabalhos tempor\u00e1rios, quando recebeu a proposta de uma amiga para trabalhar numa loja de doces, de quarta-feira a s\u00e1bado. Foi quando redigiu um texto na rede social, se definindo como preconceituosa. Mas explicou:<\/p>\n<p>\u201cEu, balconista? Jornalista, tr\u00eas idiomas, curr\u00edculo em Comunica\u00e7\u00e3o, trabalhando de \u201ctouquinha\u201d na cabe\u00e7a, servindo os outros? Foi dif\u00edcil tomar essa decis\u00e3o, mas aceitei, estou precisando\u201d, escreveu.<\/p>\n<p>Partir para uma atividade que n\u00e3o exigia forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica n\u00e3o foi uma decis\u00e3o f\u00e1cil para uma profissional superqualificada, mas Beatriz deixou a vergonha de lado.<\/p>\n<p>O coordenador do curso de Gest\u00e3o de Recursos Humanos, do Centro Universit\u00e1rio Celso Lisboa, Mauro F\u00e9lix, explica que atitudes como a dela t\u00eam se intensificado no mercado.<\/p>\n<p>\u2014 Com a alta no desemprego, a concorr\u00eancia entre os candidatos aumenta e permite \u00e0s empresas contratar profissionais mais qualificados, pagando menos \u2014 observou.<\/p>\n<p>Outra explica\u00e7\u00e3o para a corrida pelas vagas formais \u00e9 estimulada pelas mudan\u00e7as nas regras do seguro-desemprego. Agora, \u00e9 preciso trabalhar por, pelo menos, um ano para ter o benef\u00edcio. Al\u00e9m disso, as demiss\u00f5es de parentes e a queda de rendimento das fam\u00edlias trouxe de volta \u00e0s filas de emprego quem estava fora (por op\u00e7\u00e3o ou aposentadoria).<\/p>\n<p>Para Beatriz, uma das barreiras enfrentadas foi pensar como seria o novo trabalho e o que pensariam os amigos que a vissem trabalhando na loja:<\/p>\n<p>\u2014 Era um preconceito bobo pensar que n\u00e3o dei certo na vida. Hoje, estou aqui, jornalista, tradutora, professora de idiomas, aprendiz de gestora e, sim, atendente de um ateli\u00ea de doces. E o que mais precisar, aprendo a fazer.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das dificuldades de conquistar uma vaga, a crise fez o rendimento m\u00e9dio real do trabalhador recuar 3,3% em abril, em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas de 2015. A renda m\u00e9dia ficou em R$ 1.962, contra R$ 2.030, no mesmo per\u00edodo de 2014.<\/p>\n<p>\u2014 O trabalhador tem que observar que mesmo o emprego mais distante da profiss\u00e3o dele pode agregar boas experi\u00eancias ao curr\u00edculo \u2014 disse o professor Mauro Felix.<\/p>\n<figure><strong><img decoding=\"async\" class=\"inline\" src=\"http:\/\/extra.globo.com\/incoming\/19537826-62e-e6d\/w448\/empreendedorismo-web.jpg\" alt=\"\" \/><\/strong><\/figure>\n<p>Fonte: Jornal Extra<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A porta de entrada \u00a0de entrada para o mercado de trabalho formal est\u00e1 cada vez mais estreita, especialmente para quem n\u00e3o tem experi\u00eancia, como os jovens. 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